
Abro o noticiário e vejo a concretização do enforcamento de Saddam.Não há júbilo, nem alívio, nem comiseração em mim. Porquê sei que as desgraças não vão parar por aí.
Após sua morte, outra explosão com 16 vítimas inocentes, em Bagdá.
E quantas mais virão, a se somarem a tantas e tantas, no tempo do esplendor de seu 'governo' antes de ser o ditador preso - então por perseguição política, repressão de suas milícias,sem esquecer de seus dois filhinhos, calígulas sem trono, que fatalmente sucederiam a ele.Não há júbilo, nem alívio, nem comiseração em mim.
Olho, compadecido, para aquela região onde a paz parece a cada dia mais distante. Por trás de tudo o vil metal, as reservas de petróleo, os interesses políticos de Bush e sua cambada de chicleteiros.Que encostam as cabeças em seus travesseiros e conseguem dormir em paz.E o sangue jorra sobre a terra, o sangue de velhos, homens, mulheres e crianças se mistura às lágrimas, iraquianas e americanas, e às nossas também, toda esta gente deste pobre planeta que abomina as guerras e os métodos tortos de perpetuar o inferno.