Eu não me agrado de paisagens em que o gelo toma conta de tudo, e o frio chega até nossa medula, tal a desolação que estas cenas me proporcionam. Igualmente aqueles ursos polares nada me dizem... Igual para as cenas desérticas, os saharas da vida: a água, o calor, o verde, o amor, o céu, as nuvens, as figuras de homens e mulheres e os demais animais...tudo completa o landscape do nosso prazer visual, que conta e muito. Mormente quando não são monopolisadores da paisagem. Porquê enjoam, naquele visual unicista. Despido de calor humano ou natural.
Querem ver uma paisagem que me toca? Esta daí de cima. Um pequeno muro de pedras, um céu cinzento, nuvens de chuva...e uma incrível árvore despelada, despida quase de suas folhas...mas VIVA!
E transmitindo paz, firmeza, posição, equilíbrio. Há uma tremenda centralização no enquadramento da imagem da árvore na paisagem, não sei se intencional ou não, mas há. E que me comove. Esta imagem parece também a dissecção de uma trama pulmonar, ou a trama de uma árvore circulatória, ou ainda a simples trama de uma folha desclorofilada, mostrando toda a ramificação por onde ela, clorofila, percorria a planta...Natureza macro e micro aqui irmanadas. Natureza maravilhosa, infatigável, fora do nosso entendimento, obrigado por existires.

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