
Quando eu morrer
quero que vertas apenas
duas lágrimas, duas:
uma de alegria,
outra de tristeza
ambas genuínas...
Como duas gotas de champagne
vertidas da mesma taça
(e nem precisa ser cristal),
mas que sejam duas iguais.
Duas gotas de champagne salgado
a molhar meu rosto gelado
e as minhas mãos em rosas.
A lágrima de tristeza a verterás
ao lembrar tanto tempo junto...
A lágrima de alegria representará
esta cessação de algo que não existiu.
Duas gotas, duas apenas,
vindas da mesma taça
deste quase amor
por imperfeito
e desde muito cedo
unilateral.
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