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31 março 2007

Serei eu? (SRebouças)


Esta foto já foi por mim utilizada, posts atrás. Gosto dela por vários motivos; a beleza do cenário, em tons pasteis, a paz que dela emana, a alegria das crianças, o descompromisso com os horrores da guerra que teima em assolar tantos recantos deste nosso mundo, graças à sede de poder e dinheiro de tantos governantes. É uma foto feliz, e eu gostarei sempre de reve-la. No post anterior, ninguém se manifestou, nenhuma única palavra...porquê? não registraram isto que acabo de assinalar? "É muito panaca demais este comentário?" Ou o panaca serei eu? É a se pensar...

Alívio quae sera tamem (SRebouças)

Bem que eu te avisei, irmãzinha querida...Para com esta dieta, já estás com um corpinho de
modelo...mas continuaste...e eu te dizia, come mais um pouquinho, mas insististes...
"É uma questão de fidelidade partidária", dizias-me, "eu tenho o dever de me adequar..."Trinta quilos, vinte e cinco, para com isto, irmãzinha...não posso, tenho de me manter fiel a uma cesta básica mensal, aquilo que o meu governo acha que é o suficiente para o sustento de uma família ao longo de um mês...e eu sou só eu, não sou uma família...tem de bastar...
E morreu nos meus braços a coitadinha, suspirando penosamente e dizendo:



"Eu tenho tanta pena do presidente...eu soube que ele só ganha 8200,00 reais por mês...Tadinho!"
E morreu sem saber que ele foi re-ajustado em 85%...fora de todas as mordomias que TODOS têm a partir de nossos bolsos de classe média na merda mais pura...
Seria um grande alívio para ela, a minha pobre irmãzinha petista...

Versado em língua...(SRebouças)


Este garoto vai longe...Por sorte, ele não está beijando o porquinho...ele está lambendo o seu focinho, aquilo que comparamos com uma tomada...mas a cara do porquinho é de pura satisfação. Será um porco pedófilo? Só não sabemos é se a pata adulta, calçada numa sandalia cinza, que aparece na foto à direita e embaixo, não pertence a algum parente debil mental que deixa passivamente a criança submeter-se a esta falta de higiene. Não vamos confundir aquele porquinho dos filmes com este, embora seu terminal de sôpro seja também cor-de-rosa...

Privada turca (SRebouças)


A foto deste raquítico exemplar da raça dita melanínica, aliás em geral dotada de excelente dentadura e grande compleição física - se não for alimentada exclusivamente pela cesta básica ou pela bolsa família do nosso grande Líder e trabalhador espiritual - lembrou-me, nem sei porquê, das privadas turcas, que são na verdade estruturas parecidas com as nossas, só que em muito baixo-relêvo...Vamos tentar descreve-las: constam de dois espaços em formato de pés, um de cada lado do espaço central, um buraco, onde circula água, e onde irá aterrisar o bolo fecal ou até o urinário, se o usuário esqueceu desta etapa antes, quando em pé. Como, minha senhora? assunto porco? Ora, mas a política não é tão ou mais porca?...Mas como eu dizia, há pouca louça e deve ser terrível para as pessoas idosas, as com artrites e outras desgraças osteoarticulares, como uma perninha seca, ou mais curta, ou sofra de labirintite, ou seja dona de uma bunda enorme que puxe o conjunto para trás e para o chão...não há alças de apoio, você fica bem perto do produto de seus esforços abdominais...é o caos!
E a posição!... Acocôrada, é claro (desculpem o trocadilho, foi horrível...) Papel higiênico? Devem usar!devem usar!...

27 março 2007

Vinho com Amor (SRebouças)

Na década de 60 fomos, eu e meus pais, num passeio de fusca/volkswagen até o Rio Grande do Sul, viajando pelo litoral e voltando pelas estradas centrais ou interioranas. Estradas que não eram ou estavam tão destruídas como agora, embora naquele tempo, por força de um muito menor tamanho da frota automotiva, o IPVA então arrecadado fosse muito menor, e portanto o "desperdício" (para ser gentil) ídem... Meu pai, oficial de Estado Maior de Infantaria do Exército, planejou esta viagem como se tratasse de uma operação militar, com o auxílio da revista Quatro Rodas e o Guia Rex; fez um apanhado do percurso, marcou o consumo de combustível (era baratíssimo naquela época), os hoteis onde nos deveríamos hospedar, tudo nos trinques. Claro que assinalou nossos pontos turísticos, quantas horas de direção por turno diário, sendo ele práticamente o único motorista pois eu quase não era solicitado a pegar no volante (ah!, estes pais donos de tudo...), e a viagem decorreu satisfatoriamente, dentro do escasso confôrto que o veículo nos proporcionava.
Conhecemos muita coisa interessante, o já então gigantismo da indústria de Caxias - calçados e vinhos - com seus caminhões enormes cruzando os paralelepípedos da cidade, a praia linda de Torres, com aquela enorme rocha quadrada que é seu ícone, Floripa com suas pontes para o litoral, águas de um azul de doer a vista, tanta coisa encantadora que mexe sempre com o coração de qualquer turista, brasileiro ou não.
Mas em Bento Gonçalves fomos conhecer uma das viniculturas da região, e me espantei com o tamanho dos toneis de armazenamento, o chão recoberto de serragem, aquele aroma álacre de vinho no ar, e o orgulho dos gaúchos ao nos fornecerem amostras de seus produtos. Haviam gravuras explicativas a cada passo, esta aí de cima é parecida com as daquela época. O que mais me impressionou foi o amor demonstrado pelos vinicultores por aquilo que faziam. Transmitiam-nos sua empolgação.

26 março 2007

Foto de Paz (SRebouças)


Se Deus me estendesse uma câmera fotográfica e dissesse naquele seu jeito manso e irrecusável: traz-me uma fotografia da Paz na Terra... eu escolheria entre várias candidatas, esta daqui. E se me perguntares porquê eu te direi, lamento muito, mas não sabes ainda reconhecer a Paz no teu coração...

Abecedário infanto-juvenil (SRebouças)


Com letras deste abecedário se iniciavam as histórias infantis do meu tempo. De um tempo em que a leitura era uma das poucas e absorventes opções da juventude...de um tempo em que a imaginação, tanto de quem escrevia quanto de quem lia tais histórias, voava, voava alto e longe...
Talvez, se os teclados dos computadores incluissem este tipo de letras, quem sabe ainda nele alguns abnegados resistentes escreveriam aquelas histórias de reis, príncipes e princesas, fadas, e magos, cavaleiros nobres e leais...
Afinal a Vida não mudou, mudaram os meios, o relógio passou a correr mais depressa, os valores se foram perdendo ou sendo trocados por outros nem tão embasados assim...O Grande Ciclo da Vida permanece o mesmo, começo, meio e fim, inexorávelmente, mas poucos se apercebem disto, na volúpia da competição, do sobrepujar, do afirmar-se, sabendo que adiante outros surgirão a tomar seus lugares.
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Venham depressa! (SRebouças)


Eu gosto muito de bancos, de todos os formatos, colocados ao pé de árvores frondosas ou não...Dão-nos a sensação de um lugar ideal para meditação, para buscar recordações, para aguardar alguém e ao mesmo tempo torcendo para que demore...é tão gostoso ali estar simplesmente! Mas este banco vermelho me chamou específicamente a atenção, porquê vermelho, porquê tem pés feios e pretenciosos, porquê me desmente tudo o que acima escrevi. Parece fora do cenário, não combina com o verde restante e o castanho das árvores e do solo...Sol inclemente, chuvas fustigantes, ventos carregados de folhas e terra, venham rápido, a castigar, a desbotar, a humanizar este banco, faze-lo velho, adequado, casado com o ambiente que o cerca. Rápido, que a Natureza precisa muito deste tipo de harmonia...

25 março 2007

Adorável tirana (SRebouças)


A mil vezes cantada e decantada Copacabana, a praia no mundo inteiro que mais mereceu letras que formaram palavras que formaram frases, que formaram orações de louvação, de êxtase, de admiração, de amor mesmo, paixão irrefreável, numa pose da década de 60 possívelmente, quando ainda não havia sido engordada com mais faixas de rolamento e areia de aterro. Quantos corações aí não pulsaram de pura paixão e entrega, (o meu foi um deles), quantos milhares de quilometros foram percorridos nesta faixa de menos de 6 km de extensão, na azáfama da paquera, da busca, do encontro e do desencontro, quantos milhares de litros de gasolina gastos no rolar incessante da eterna busca...Copacabana, princezinha do mar, princezinha tirana de nossos corações, fábrica de saudades de paixões possíveis e impossíveis!
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Chuvas e guarda-chuvas (SRebouças)

Les parapluies de l'aprés midi dun faune...s'il'y a de pluie souvent...

20 março 2007

Dedo mindinho...(SRebouças)

Pô, precisava ser deste tamanhinho? Eu preciso de um espermograma e um extensor...

Palitos e nós (SRebouças)



Que estranha paisagem esta...a primeira coisa que me ocorreu foi pensar numa fábrica de palitos. As folhas se foram, ao que parece aconteceu uma inundação, e um pato - ou ganso, desculpem mas eu sou criado em cidade - veio nadando até perto de um banco que vai ficar um tempo sem receber sua cota
habitual de namorados, velhos solitários e mendigos. Este tipo de árvores devia nascer no Oeste dos velhos tempos americanos..parecem próprias para um bom enforcamento...
(Pensando bem e seguindo a modernidade calhariam bem no Iraque....)
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A Dança das Sílfides ao Fermento Royal (SRebouças)


Passado o primeiro instante hilário, desta foto que nos mostra seis criaturas deformadas pela adiposidade excessiva, fica uma espécie de sensação de futilidade, de desrespeito, de inconseqüencia de nossa parte, na maneira de ve-la. Porquê aqui temos antes de mais nada um incrível exemplo de Vida.
Elas dançam, despojada mas não eroticamente nuas, alegres, conformadas, superiores e mostrando-nos que acima das imperfeições físicas, deve sempre reinar a grandeza do espírito. Elas dançam, atiradamente, esplendorosamente, espezinhando um a um os conceitos estéticos que privilegiam a magreza como condimento natural da beleza. Mostram-nos que há dois tipos de beleza: a interior e a exterior. Beleza interior não vende moda, masculina ou feminina. Mas concentra toda a razão, a motivação de nosso viver. Já a beleza exterior depende de quem olha e vê...E olhe que isto salva do encalhe muita gente feia...

17 março 2007

Mãe, eu lembro... (SRebouças)

O velho é a criança que chegou ao fim de seu caminho. Frágil, desorientado por vezes, fácilmente exasperável, dependente ao extremo de carinhos e afagos, vítima dos achaques das doenças cumulativas e deteriorantes, ele sofre de solidão, de abandono, de descaso, de relegar-se involuntariamente a um sempre segundo plano. Dificilmente suas opiniões são levadas em conta, nas culturas ocidentais; já nas orientais a situação costuma ser inversa...
Silêncio, revolta, meditação e isolamento, muitas vezes provocada por uma surdez, uma perda de visão, uma dificuldade de equilibrio ou lentidão de raciocínio, muitas vezes ele é uma pequena enciclopédia, mas lentificada, que tem dificuldade em explanar, ao mesmo tempo em que encontra dificuldade e impaciência de seus interlocutores.
"Mamãe, quando nos reencontrarmos, bota-me na cama, sorri para mim, afofa meus travesseiros, troca as minhas fraldas, sempre com aquela ternura infinita de que tão bem me recordo, e faz-me dormir...dormir..."

12 março 2007

Mais um protesto, apenas... (SRebouças)

"Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu. Como não sou judeu, não me incomodei. No dia seguinte, vieram e levaram meu outro vizinho que era comunista. Como não sou comunista, não me incomodei . No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico. Como não sou católico, não me incomodei. No quarto dia, vieram e me levaram; já não havia mais ninguém para reclamar..." Martin Niemöller, 1933

Realidade paralela no Rio
Parodiando o pastor protestante Martin Niemöller, símbolo da resistência nazista:
“Primeiro eles roubaram nos sinais, mas não fui eu a vítima,
Depois incendiaram os ônibus, mas eu não estava neles;
Depois fecharam ruas, onde não moro;
Fecharam então o portão da favela, que não habito;
Em seguida arrastaram até a morte uma criança, que não era meu filho..."

10 março 2007

extrapolando....(SRebouças)

Extrapolaram em lençois tanta paixão tanto pano, extrapolaram sim...
Deixaram espaço para a prole numerosa que de tanto amor há de surgir?...

Diz-me, linda jovem...(SRebouças)


No que estará a pensar esta linda e jovem mulher?
Que melancolia se adivinha no olhar desviado para as mãos,
Sobressaindo no escuro ambiente
Sobressaindo de suas negras roupas
Tanta beleza melancólica, tanta...
Ela aguarda alguém?
Aguarda uma notícia que certamente teme?
Tem o ar de quem já chorou deveras
E agora segura a emoção para um segundo ato...
No que estará a pensar esta linda e jovem mulher?

Contradições (SRebouças)



Esta foto, capa de Life, maio de 1945, mostra-nos Winston Churchill, indiscutivelmente um dos inúmeros ícones da 2ª Guerra Mundial. Ao seu lado, citaríamos as fotos da explosão das bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki, as cenas dos campos de extermínio de Treblinka, Aushwitz e outros, onde os nazistas puseram a nu a faceta mais podre da nossa natureza apelidada de humana,
a tomada pelos fuzileiros americanos de Iwo Jima, o bombardeio (sabido antecipadamente pelo alto- escalão americano, mas urgia mobilisar o povo americano para a guerra) de Pearl Harbour, e tantos outros....
Do episódio nuclear despejado do avião Enola Gay surgiu a inspiração de Vinicius de Moraes para estes versos:

Pensem nas crianças mudas telepáticas
Pensem nas meninas cegas inexatas
Pensem nas mulheres rotas alteradas
Pensem nas feridas como rosas cálidas
Mas não se esqueçam da rosa da rosa
Da rosa de Hiroshima a rosa hereditária
A rosda radioativa estúpida e inválida
A rosa com cirrose a anti-rosa atômica
Sem cor nem perfume
Sem rosa sem nada
Rosa de Hiroshima...

Há muitas outras fotos ícones desta desgraça que durou de 1939 a 1945, as misérias cometidas pelo dito ser humano ficaram impregnadas na retina e na memória de quantos vivenciaram aquela época.
Mas nesta ocasião, depois que outras guerras setoriais aconteceram e permanecem acontecendo, sem inclusive perspectiva de solução, mesmo para os mais otimistas dos mortais, como a disputa entre judeus e árabes e a guerra no Iraque, com explosões e atentados diários, eu gostaria de lembrar esta figura serena de estadista, um gordinho meio careca, seu eterno charuto entre os dedos, ar típicamente britânico, que foi um leão, incentivando, estimulando, apoiando, erguendo o moral do povo inglês, que estava sendo duramente bombardeado e resistia heroicamente.
Este homem, ao cabo desta guerra, que deveria ser carregado nos ombros dos ingleses, foi...derrotado na eleição para Primeiro Ministro... Aqui no Brasil seria eleito presidente vitalício!

09 março 2007

Protesto (SRebouças)

Eu quero protestar contra este negócio de chamarem de "vaca holandesa" as criaturas dotadas de seios volumosos...
Porquê holandesas? Não poderiam ser americanas, brasileiras,
israelenses, argentinas, palestinas, australianas, portuguesas, cubanas, sul-africanas, russas, holandesas mesmo até - porquê não?...
EU PROTESTO!...
(agora, se ficarem me pressionando, vou entrar para os "vigilantes do litro"...)

Nudez sem Culpa (SRebouças)


É claro que, pelo simples fato desta jovem desfilar em Nova York com este ar fresco e desinibido, carregando sua bolsa e sua nudez, só poderia ofender a quem se integrasse na categoria vaca-holandesa, aos frustrados de plantão e aos pudicos de ocasião.
O seu ar de Judy Garland em O Mágico de Oz, certamente encanta, por passar-nos coisa limpa, coisa despida de qualquer conotação porno-erótica. A beleza de seu torso, a alva e perfeita pele, os seios magníficos sem exagêros de forma e volume, os mamilos sentindo o clima e a foto, é claro, pois alienada ela não é...A gente chega a entender a atitude até indiferente dos índios, em seus habitats, ao ver desfilar para lá e para cá as índias nestes 'mesmos trajes'...
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06 março 2007

Erotismo mesmo! (SRebouças)


A isto eu chamo Erotismo. O Ato perfeito, a entrega, a volúpia do par, a entrega recíproca...Foto que nos chama a imaginação, assobia para o cãozinho sacana que reside dentro de nós, e que muitas vezes se retrai e nem sequer late a uma provocação...
É claro que a beleza física importa, ninguém gosta de ver - e nem tem mesmo de ver - o encontro carnal de duas jamantas...embora não se negue a elas o estarem a sentir prazer na sua conjunção...mas como eu dizia, dá-me muito mais prazer o contemplar esta foto que aqueles filminhos a que todos já assistimos sobejamente, com uma total inexpressividade do macho, tornado em agente meramente penetrador e a parceira gemebunda, ar de dor e sofrimento, gritinhos e uis, revirares de olhos e tome mais...e a profusão de penetrações, orais, anais e vaginais, umas atrás das outras sem uma paradinha para o wc...imperativa para evitar-se doenças e transmissão de bactérias de um status natural para outro diverso do corpo humano...Recomendo a todos o blog português AfundaSão.blogspot.com.
Aquilo é realmente um site dedicado ao erotismo sem nada chulo. Vale a pena visita-lo.

Velha Copacabana.... (SRebouças)



Eu vivi intensamente esta época de uma Copacabana sem duplicação, sem aterro, uma só pista de rolamento, a maioria da orla já construída, pouca coisa restou, em matéria de edifícios novos a serem erguidos...A areia sempre alva, não haviam aquelas linguas negras de esgotos, as calçadas eram estreitas mas suficientes para aquela época. Os carros fluiam naturalmente, difícil um engarrafamento, poucas marcas de carros, a maioria de importados. Os pivetes não imperavam como agora, os homens públicos eram como a mulher de César, não só eram honestos, em sua maioria, como 'pareciam honestos.' Haviam jornais realmente de peso, como o Correio da Manhã, A Noite, o Diário de Notícias, a Tribuna da Imprensa, a Última Hora, ...e lá no posto seis, lá no finzinho da praia, a TV-Rio, a fazer contraponto à poderosa TV-Tupi do Chateaubriand lá na Urca...Saudades...

Antes mal acompanhado que só... (SRebouças)

Dize-me com quem andas e NÃO dir-te-ei quem és...

A Máscara (SRebouças)

Esta máscara resume tudo o que o ser humano aspira em termos de perfeição estética: nela não há rugas, não há acne, não há sinais de paralisia, desvios de septo, nada de descolorações ou manchas de pele, tudo parece perfeito, intocável, irretocável mesmo.
Reside nela o mistério do incognoto, do não revelado - e certamente oculta uma fisionomia que houve por bem se socorrer dela porquê tem lá suas imperfeições...
Imagine-se os bailes de máscaras, no passado, quantos bagulhos não foram seduzidos e convencidos a ir para a cama, para só então revelar ao amante incrédulo a sua verdadeira face...
Pior do que isso só a recondução ao Senado e à Câmara, para a nova legislatura, de tantas figuras já fartamente desmascaradas...

Homem com H (SRebouças)

Esta foto de muito antigamente, retratando tres rapazes (eu acho que são rapazes) na praia, talvez em Nictheroy ou no Arpoador, uma vez que de Copacabana não é porquê ali nunca houve pedras de nenhum tamanho(?)...(a menos que haja sido tirada do Forte de Copacabana no posto seis...) mostra as heróicas roupas de banho da época. Deviam ser um must, algo de desafiador mostrar-se as pernas, os tornozelos e pés desnudos, ídem para os braços...já dava para uma queimadura de bom tamanho...Já as toucas, estas francamente beirando o ridículo da vida de então...e as poses, e as caras, as expressões cor de rosa dos três...Sei não...Será?
'Homem com H' foi composta muito tempo depois, então...

A vez dos gordos (SRebouças)


Interessante nesta família demonstrada por Fernando Botero, excepcional pintor colombiano de Medellin, nascido em 1932, é que até a empregadinha sofre do mesmo mal que aflige todos os seus membros: a adiposidade universal. Não é uma gordura flácida, que cai em dobras, não, é uma gordura que veste o corpo, daquelas que não cedem ou pouco cedem a exercícios ou dietas...Obesidade da braba. Os menores, até o nenê nas mãos da babá aqui já se mostram filhos de seus pais...É claro que Fernando Botero encontrou um traço que o distingue dos outros pintores, seu estilo, na obesidade que aflige tanta gente no mundo inteiro. Mas, ao contrário do que se poderia pensar, ele expõe tais adiposidades sem um reles traço de ironia, de crítica: ele apenas mostra os gordos.
Que aliás parecem todos muito saudáveis - nas pinturas...
A ele interessa tão sómente o aspecto pictórico de um mundo 'gros'.

Esperança? Não sabemos... (SRebouças)

A gente entrevê uma luz de esperança, difícil é de se precisar se ela está perto ou longe.
É uma esperança meio infantil, meio boboca, meio apalermada, de parte de quem imagina um mundo ideal e diferente deste manancial de erros e intenções malignas, de gente que já há muito aprendeu o que a nossa teimosia não nos deixa ver: 'existe o crime que compensa, sim.'
Gente que se organiza em quadrilhas, pois sabe que a impunidade grassa e o deboche impera.
Mais repugnante que o crime da gentalha, dos que não têm onde cair mortos (será porisso que caímos nós em seu lugar e com suas ações destemerosas?) é o crime do colarinho branco, do crime gerado por mentes inteligentes, esclarecidas, capazes e informadas e até informatizadas...
E a impunidade? e o jogo de cintura do corporativismo? e o 'livra a cara deles que nós livramos a cara dos teus amigos...'
E o nosso código penal, deliberadamente mantido ultrapassado e recheado de baboseiras redutoras das penalidades impostas? E o código de proteção aos adolescentes e crianças infratoras? e as ONGs que acorrem até eles logo após algum crime bárbaro, mas ignoram solenemente o "lado de cá", dos babacas respeitadores das leis?
Você acha que nós temos esperanças de ver esta situação revertida? Ou vamos apenas continuar a pagar impostos sôbre impostos como atualmente?

E só. (SRebouças)

O que vemos aqui?...
Um monge budista contemplando o que restou de sua árvore da felicidade?...
Ao que tudo indica, houve um acidente, um incêndio, algo que acabou com seu ambiente normal de vida...e seus olhos não se distinguem, se semi-cerrados ou em oração, fazendo-o parecer profundamente concentrado, rezando, se apiedando, pedindo paz, tranquilidade, eqüidade, felicidade aqui na terra para todos nós...a religião oriental prega o desvencilhar-se dos bens materiais, a singeleza, a conformidade, a tolerãncia, a paz interior...
Nós devíamos ser todos budistas, mas a maior parte de nós é bundista...e só.

O fim de um nada (SRebouças)

Estupor. Espanto incoercível e indisfarçável.
O olho arregalado, a boca aberta.
O que estará vendo? Nada
nos dá uma pista de tal emoção.
Uma tristeza irretocável?
Um fora, na certa?...
Teria sido uma burrada
ou uma palavra mal lançada
uma chegada, uma incerta?...
Uma coisa é inegável:
foi o fim de um nada...

05 março 2007

Göethe meditando... (SRebouças)

"Nem todos os caminhos são para todos os caminhantes..."
mas, porra, bem que podia passar um táxi...

02 março 2007

Ex-Lei de Gerson (ultrapassada mas atual) (SRebouças)

Estranhas e temíveis as figuras dos fiscais que atuem em torno de qualquer atividade financeira...Porquê eu as associo às imagens de guardas parando carros na rua e conversando ao pé da janela do motorista? De ambos a sensação, a suspeita, muitas vezes injusta, é de que algo relacionado a suborno ativo e passivo seja parte do menú...Em ambos exigências e alegações descabidas nos fazem refens de um mal-intencionado funcionário...Afinal, eles têm a faca e o queijo nas mãos!
Se no caso do trânsito, cometemos ou não aquela infração alegada e agimos, reprovavelmente aliás, 'comprando' a nossa alforria com trocados e o carro, como a vida, segue seu caminho, já no caso dos fiscais a coisa é muito mais complicada; se houver de parte do fiscalisando ou do fiscalisado alguma sugestão de troca tipo "eu não multo e o senhor me dá uma cerveja" ou "não me multe e eu lhe dou uma cerveja" estes engradados de cerveja seguirão evidentemente o caminho do milagre da multiplicação dos pães, protagonizada por J.C., e o multado/cervejante será vítima de visitas regulares de novos cervejáveis indicados pelo primeiro...
E qual a surpresa, minha senhora? Vivemos sob índices altíssimos de corrupção conformada, qual leprosos, aceitamos tudo o que nos prejudica, calados como aqueles judeus que caminharam para o "último banho" nas câmaras de gás. Riem, escarnecem de nós, fazem o que bem entendem, esfregam a impunidade nas nossas caras, dançam a nossa desgraça.
Há algumas décadas, crucificaram, aliás injustamente, um jogador de futebol já no ocaso da carreira que disse, como parte de texto de um anúncio de cigarros:
"Nesta vida a gente tem que levar vantagem em tudo!..."
Isto ficou como sendo opinião externada pelo atleta, omitiu-se o anúncio e ficou na história como a 'Lei de Gerson'...Hoje este capítulo, que não serve mais nem de história da carochinha, é uma vírgula, perdida entre resmas de molecagens diariamente publicadas e difundidas e assistidas por este povo impotente e pasmo.