Era uma cadela que como eu, amava os Beatles e os Rollingstones...Cretinice essa minha, mas eu não queria entrar num clima de tristeza e falar pra vocês desta minha cachorra, vira-latas vinda filhote do morro do Borel, e que criamos com o mesmo carinho com que cuidamos dos outros cães daqui de casa.
Não sei porquê lhe demos o nome de BIDÚ, talvez uma inconsciente homenagem à famosa e saudosa cantora brasileira que tanto projetou seu nome e o do Brasil lá fora: Bidú Sayão.
Era mestiça de policial, pelo de um dourado mui lindo, com uma ressalva: tinha alergias que vez em vez a deixavam com grandes áreas de pelada...que logo recuperavam. Não era do porte de um policial, era de porte médio. Meiga como soe ser todo cachorro criado sem correntes e recebedor de carinhos - o cão sente se há amor de nossa parte...
Viveu uns doze anos, não deu nenhum sinal de velhice, apenas uma certa brancura dos pelos perto do focinho. Uma noite, chegou-se a mim e lambeu minha mão. Encaminhou-se para o seu lugar favorito e deitou-se, sempre com as patinhas dianteiras esticadas e a cabeça apoiada nelas. No dia seguinte, abri a porta da cozinha e ela estava na mesma posição. Não se mexeu, não abanou o rabo como sempre fazia ao me ver, estava morta... Adeus Bidú.


certamente vcs perderam uma grande e fiel amiga,mas tenho certeza que ela foi muito feliz...Iê
ResponderExcluirSaudades dos mais sinceros afetos.
ResponderExcluirDas mais doces lambidas.
Saudades da minha Julie querida.
Que, também, não latirá mais.
Até hoje, dela, eu sinto saudades.
Muitas saudades!