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18 outubro 2010

AO ENVELHECERMOS (soneto de autor desconhecido)


Esculpimos a alma enquanto o corpo envelhece,
experiências adubam sua evolução,
pelos olhos a maturidade transparece
e o espírito evolui com a transformação.


Minha alma, todavia,é adolescente,
a metamorfose do corpo não acompanhou,
presa no passado, rejeita o presente,
muitos anos se passaram e ela não reparou.


Foge do espelho,não se reconhece,
alimenta-se do sentimento que não esquece,
mora em fotografias amareladas.


Num descompasso frequente,
vive distante,está ausente,
presa no tempo em que foi mais amada.

Um comentário:

  1. nossa cara... muito lindo, sem palavras pra dizer, ficou extremamente maravilhoso esse soneto, mds!

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