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23 fevereiro 2011

21/10/ 2006 Tempo, Decerto, Mas Tempo (SRebouças)



21 Outubro 2006 ....Tempo, Decerto, Mas Tempo (SRebouças)


Lá em casa os relógios não dão horas,
Dão saudades.
Não dão minutos,
Dão suspiros. Lá em casa o calendário não dá os dias
Dá-lhes por falta simplesmente.
E os escritos que lhe fazem, algum apontamento,
Apaga-se quase automaticamente...
A areia da ampulheta já não escorre
Porquê não há mais quem a vire
E a areia assim engruvinhada
Sem poder marcar mais nada...
Os vidros das janelas não deixam filtrar
O ar da manhã, a serenidade da tarde
Ou a evocação da noite, fechados,
Assim emporcalhados e tristes.
Lá em casa as horas já
não dão saudades,
Os minutos não dão suspiros
Nem primeiros nem segundos.
De que serve mais a ampulheta,
O que são horas ou minutos,
Quando os segundos, soldados do Tempo
Há muito desertaram todos?...


                SRebouças                    



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