ANATOGRAMA
Percorri o pavilhão auditivo
Escorregando
em sua cera natural
Conversei
com as pupilas
Do
senhor reitor - aliás
com
medo que ele me mandasse
prender
no gradil costal.
Lavei
minhas cuecas na bacia ilíaca
e
pus pra secar nas minhas cordas vocais.
Procurei
minha jaqueta de couro cabeludo
e
não a achei no fundo de saco de Douglas...
Mas
achei inúmeras costelas onde
deveria
haver outras tantas evas
que
tinham já se evaporado.
Não
costumo confundir
bronca
com brônquio
Embora
seja mestre em tocar a campainha ao fundo...
A
vacina que tomei veio acondicionada
numa
ampola retal...
Tomei
a cuja ouvindo rádio
e
dizendo a mim mesmo: - “É o cúbito!”
Se
vou dormir conto cuidadosamente:
umbigo,
doisbigo, trêsbigo...
E
só pego no sono apoiado na coluna,
encima
do sacro sudário, ao som da Ave Maria
Falta-me ciso,
para de amolar –me
Preciso
ser mais incisivo?
Pára
de abanar este rabo canino!...
Pulo
do trapézio direito para o esquerdo
Misturo
homem com grana
e
sai daí uma omoplata...não confundas
clavícula
com claviculário
nem
mossa com leite moça
Hoje
vou comer fígado à Prometeu
com
muita batata da perna...

Adorei! Ficas retido pelas minhas retinas...
ResponderExcluirEspectáculo Seu Sérgio, meu órgão musculado ventrilou. Meu ciso se escangalhou, meu doisbigo tamborilou prá retina te reter e as minhas cordas vocais soltaram risadas atingindo minha bigorna calcinada.
ResponderExcluirBeijinhos