
Oposição venezuelana questiona vice-presidente como sucessor de Chávez
Hugo Chávez anunciou volta do câncer e indicou o vice-presidente e chanceler Nicolás Maduro como seu sucessor
A escolha, pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez, do vice-presidente e chanceler Nicolás Maduro como seu sucessor é analisada por especialistas como a busca pela manutenção dos ideais e da coesão da sociedade venezuelana. A oposição, liderada por Enrique Capriles, que perdeu as eleições para Chávez, movimenta-se para ganhar espaço e pressionar.
O presidente da Datanálisis, instituto de análise política e econômica na Venezuela, Luis Vicente Leon, disse que Chávez “sabe” usar seu carisma para assegurar os planos políticos. “Chávez sabe que é melhor consolidar o poder em vida, quando ainda pode usar seu carisma para unir o povo em torno de seu candidato. Ele escolheu Maduro porque o acompanha há anos e tem uma posição moderada, entre os dois extremos do 'chavismo'”, afirmou.
Reeleito em outubro, Chávez tem a posse marcada para o próximo dia 10 de janeiro. Se ele não assumir o novo mandato, o presidente da Assembleia é quem ocupa a vaga e novas eleições presidenciais têm de ocorrer no prazo de 30 dias. Maduro só pode ser presidente se vencer nas urnas.
Pela primeira vez, desde que Chávez chegou ao poder, em 1999, a oposição se uniu em torno de um candidato: Enrique Capriles, que conquistou 44% dos votos. Após o anúncio de Chávez sobre a escolha de Maduro como sucessor, Capriles levantou dúvidas sobre a validade legal da decisão.
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“Que fique bem claro: na Venezuela há sucessão. Isso não é Cuba nem uma monarquia em que sobe ao trono aquele que foi designado pelo rei. Não. Aqui, na Venezuela, quando uma pessoa se afasta de um posto, a última palavra sempre será do nosso povo”, disse Capriles.
“Para a oposição, é fundamental que Capriles seja reeleito governador de Miranda porque vai se consolidar como alternativa política ao chavismo”, disse Leon. “Se ele perder, para a oposição vai ser mais difícil enfrentar Maduro, que é jovem, tem experiência de governo e representa a ala moderada do chavismo”.
No sábado (8), Chávez anunciou, em cadeia nacional de televisão, que fará nova cirurgia para a retirada de um tumor maligno na mesma região em que já foi operado, a área pélvica. No discurso, ele indicou que pode se ver obrigado a abandonar a Presidência da República da Venezuela. Mas apelou para que apoiem Maduro, que considera a pessoa ideal para o cargo. Chávez viajou para Havana, Cuba, onde será submetido a uma nova cirurgia.
Ex-motorista de ônibus e líder sindical, Maduro, que desempenha dupla função no governo – vice-presidente, indicado por Chávez, e ministro das Relações Exteriores da Venezuela – acompanha o presidente há seis anos.


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