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29 dezembro 2012

UMA ESTÓRIA DE SACRIFÍCIOS, TOMARA QUE CONTINUE VENCENDO

Cigano luta com Cain Velasquez em novembro de 2011

Junior Cigano usa tempos difíceis para se motivar na revanche


EDUARDO OHATA
ENVIADO ESPECIAL A LAS VEGAS
Chega ao fim mais um treino do campeão dos pesados do UFC, Junior Cigano, que se prepara para a revanche com Cain Velasquez, na madrugada de amanhã, em Las Vegas.
Sentado entre outros atletas e aspirantes a lutadores da academia Champion, em Salvador, Cigano esquece por alguns poucos momentos do homem de quem tomou o cinturão em meros 64 segundos.
Em sua cabeça, volta à época em que era menino em Caçador (SC), onde nasceu.
O garoto entra em casa e encontra a mãe, faxineira, chorando e estranha: "Ué, não é dia de salário [mínimo]?". Havia poucos momentos, fazendo as contas, ela descobrira que o dinheiro que recebera era suficiente só para pagar a carne que comprara fiado no mês anterior.
Jason Redmond - 12.nov.11/Associated Press
Cigano luta com Cain Velasquez em novembro do ano passado
O futuro Cigano, ainda Junior dos Santos, se pôs a trabalhar para ajudar a mãe a sustentar a casa e seus dois irmãos. O pai deixara o lar.
Ao sair para trabalhar, diminuía o ritmo quando passava em frente a uma padaria. E namorava os doces.
Vendeu empadinhas e geladinhos na rua e foi feirante. No seu primeiro dia na banca em que vendia bananas, o dono o orientou sobre o que fazer e saiu para ver outra barraca. Quando retornou, deparou-se com uma pilha enorme de cascas.
"Foi só naquela hora que dei por mim sobre a quantidade de banana que acabei comendo. Eu achei que meu trabalho ia ser a troco de banana", rememora Cigano.
O patrão, porém, perdoou o garoto, que mais tarde virou ajudante de pedreiro.
Frequentemente trabalhava sob a geada matinal.
De tanto frio, os galões de 200 litros que Junior enchia de água no dia anterior para preparar a massa para utilizar nas construções amanheciam cobertos por gelo.
"Eu colocava as mãos dentro do galão para me reconfortar. É estranho, mas a água dentro ficava mais quente do que a temperatura de fora".
Outro emprego foi num restaurante, onde lavava louça. Forte, quebrava asas de xícaras ao tentar limpá-las. E rezava para não ter o valor descontado do salário.
Foi então que começou a virada em sua vida. E é nisso que ele pensa para se motivar. "O treino é muito pesado. Eu sento comigo mesmo e penso nisso [caminho até o UFC]. Minha motivação é manter o bom momento que estou vivendo. Estou feliz".
O repórter EDUARDO OHATA viajou a convite da Zuffa

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