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05 janeiro 2013

INDIANOS PROTESTAM CONTRA AUTORES DE ESTUPRO COLETIVO EM NOVA DELI



Namorado de estudante estuprada na Índia relata agressão




De Nova Déli

De Nova Déli

O caso dos supostos autores do estupro coletivo de uma estudante em Nova Délhi pode passar neste sábado a outro tribunal com poderes para realizar um procedimento rápido, enquanto o namorado da vítima, testemunha da agressão, declarou pela primeira vez que não pôde salvá-la.

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A jovem de 23 anos morreu no dia 29 de dezembro em um hospital de Cingapura depois de lutar durante 13 dias entre a vida e a morte.

Seis suspeitos foram presos e a polícia acusou formalmente cinco homens, de 19 a 35 anos, de sequestro, estupro e assassinato durante uma primeira audiência, na última quinta-feira, perante o tribunal do distrito de Saket, no sul da capital.

Um sexto suposto autor, que alega ser menor de idade, foi submetido a exames ósseos para verificar que realmente tem 17 anos, antes de ser levado a um tribunal de menores.
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Indianos protestam contra estupro coletivo 

Foto 81 de 98 - 3.jan.2013 - Cerca de 600 músicos se reuniram em Darjeeling, Índia, para tocar a música "Imagine", de John Lennon, em homenagem à universitária indiana morta após sofrer um estupro coletivo em Nova Déli Mais Diptendu Dutta/AFP
O tribunal de Saket realizaria neste sábado uma segunda audiência para transferir o caso a um tribunal que permita um processo rápido.

Este caso comoveu profundamente o país, provocando diversas manifestações exigindo que as mulheres sejam mais protegidas em uma sociedade terrivelmente machista.


O namorado da vítima, um engenheiro informático de 28 anos, saiu pela primeira vez de seu silêncio na sexta-feira.


Em uma entrevista concedida à AFP, relatou a "crueldade" dos agressores e sua dor por não poder salvá-la.


"O que posso dizer? A crueldade que eu vi não deveria ser vista nunca mais. Tentei lutar contra os homens, mas depois supliquei várias vezes que a deixassem", declarou por telefone de Gorajpur, uma cidade de Utar Pradesh (norte), onde vivem seus pais.


Depois de sair de um cinema e de tentar, sem sucesso, pegar um riquixá, os dois jovens embarcaram em um ônibus normalmente utilizado para levar alunos, mas que estava ocupado por um grupo de homens que tomaram o veículo para um "passeio noturno".

Uma vez no interior, ele foi agredido, enquanto sua namorada foi estuprada repetidamente e agredida sexualmente com uma barra de ferro oxidada, e depois lançada nua para fora do ônibus.

A polícia iniciou neste sábado um processo contra uma rede de televisão por ter divulgado uma entrevista com o namorado da vítima, afirmando que a identidade da jovem poderia ser conhecida após este testemunho. A lei indiana estipula que as vítimas de um estupro devem ser protegidas pelo anonimato.

Um comentário:

  1. Não tenho muito a acrescentar ao que já tem sido dito em todo o lado.
    O mundo é curioso: de um lado um policia ajuda um sem abrigo. Do outro lado do mundo, uma jovem de 23 anos é vítima de estupro até à morte. O problema destes países é o mesmo: as mulheres não contam para nada e a lei está feita para proteger os agressores. Anonimato para as vítimas de estupro, o que é isso? Não sou a favor da pena de morte, mas, neste caso, não sei, não!...

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