O contador de histórias
Sou contador de histórias.
Licenciado em frases,
doutorado em
letras.
malabarista de versos.
Domador
dos provérbios
e mestre das lenga-lengas.
Faço-te rir com uma quadra torta
e
chorar com uma letra escondida.
Escrevo bem, leio ao contrário.
Ninguém me diz
como ler. Leio bem, leio mal,
do direito e do avesso,
leio em linhas rectas e
linhas curvas,
às riscas e pintarolas, com anéis e com argolas.
Ai, que vida de
leitor não é fácil. Nem de escritor.
E olha lá que eu tenho as duas.
E agora vão escutar, sem cessar nem parar,
um poema que
acabei de inventar e que,
sem duvidar ou atrapalhar e sem o alterar, vos vou MOSTRAR.
Letras plantar
Com espaços regar.
Adubar com acentos
Em versos acabar
Versos com flores
De muitas cores
Com rimas amarrar
Numa quadra vai resultar
Decorar com pontos
Com vírgulas adornar
Se tudo estiver bem feito
Num poema se irá tornar
Rimar, rimar, rimar
sempre vou adorar
Espero que tenham gostado
Do poema ouvir
Pois adeus, agora
Tenho de partir
Voltarei com mais rimas
Para vos pasmar
Adeus, até logo
Que me vou pisgar

Olá Sérgio,
ResponderExcluirFicou muito boa a publicação. Gostei muito das alterações, ficou melhor e gostei também da mudança na parte inicial. Eu não podia fazer porque as regras mandavam que fosse um conto e também não me lembraria de escrever assim.
Gostei da imagem. Dá para ficar a pensar. Os olhos são de uma mulher mas o rosto não parece.
Virei mais vezes comentar. Gosto muito de anedotas.
Obrigado e um abraço.
André