Alexandre Borges: “Comecei a fumar”
O ator Alexandre Borges diz que se arrepende de ter começado a fumar e fala da dificuldade de largar o vício
Não estou enaltecendo o cigarro. Quero parar mesmo. Já consegui ficar sem ele durante um ano. Logo depois, em 1998, fiz uma peça – mais uma vez em Portugal! – e tive de fumar no palco. Comprei um cigarro de ginseng, mais natural. Só que fedia. Comprei um normal e não larguei mais. Hoje fumo um maço por dia. Minha vida de fumante não é escancarada. Nunca fumo dentro de casa. Vou sempre para o terraço ou para a janela. Também não me desespero por ficar sem fumar num avião, durante 12 horas. Aguento bem.
Sou o único fumante de casa. A cobrança para parar vem de todo lugar. Na rua, as pessoas me falam “o cigarro vai te matar” ou “fumei durante 50 anos, não faça isso!”. Ando sempre com um chicletinho. Escovo o dente depois ou bochecho. Não estou em processo de parar de fumar ainda, mas não quero ser um velhinho tossindo o tempo todo. Acho legal assumir esse erro, porque não é saudável e traz consequências terríveis. Para me manter saudável, ando sempre na Lagoa e faço caratê há sete anos. Sou faixa roxa. Minha mulher, Júlia (Lemmertz), se preocupa com a comida aqui de casa. Tem sempre legumes por causa do meu filho Miguel. Comemos castanha e granola, essas coisas saudáveis. Eu me cuido em tudo o que é possível e um dia vou parar com o cigarro.
O melhor é não começar, não fumar o primeiro maço. É muito difícil largar. E sempre tem um gatilho para voltar. Um cigarrinho na hora de ler o texto e decorar. Mais um para espantar um pouco o tédio, a solidão e a carência. Acho ótimo que hoje os jovens tenham consciência sobre os males do cigarro e que seja proibido fumar em lugares fechados. Concordo com tudo. O problema é a facilidade para comprar. Até menores de idade conseguem. Acho importante dar esse depoimento para os jovens e também para os fumantes. Taí um erro que vale superar."

Eu vou dar aqui um depoimento sério. Sou médico e fumei cerca de 50 anos, tres maços por dia. Tentei aquelas pastilhas de Nicotiléss, quase me intoxiquei com elas, depois uma clínica vigarista na Praia do Flamengo, onde fora a sede da UNE. Nada adiantou. Quando fui operar a vesícula biliar, um procedimento hoje de rotina, eu fiz umas caminhadas na praça, emagreci uns três quilos e continuei a fumar. Ignorante, fui para o hospital da Barra fumando no carro. Operação e acordei surpreso no CTI. Tivera um enfarte.-Uma semana depois o cardiologista me disase no seu consultório, depois de me passar uma receita com 12 remédios: "CIGARRO É INEGOCIÁVEL"
ResponderExcluirAquilo me calou fundo e daquela hora não pensei mais em cigarros.
Fica aqui meu depoimento, fumem se quiser.
Comecei a fumar aos 14 anos. O meu pai era médico cardiologista e fumava 3 maços por dia. A minha mãe também fumava bastante. Um dia teve que parar. Um enfisema pulmonar que a matou uns anos mais tarde. O meu pai nunca deixou. Fez algumas paragens breves e retornava. Morreu de cancro de pulmão.
ResponderExcluirEu consegui deixar de fumar há uns anos. Estive 3 anos sem fumar. O meu auxílio foi o milagroso Champix. Deixei sem grande dificuldade e mantive-me sem saudade. A Vareniclina actua ao nível da "ervilhinha" da vontade que temos na nossa cabecinha. Um dia voltei. Fundi os meus fusíveis, quase fazia um disparate. Fui a tempo de o travar, mas corri para rua e comprei um maço de cigarros. Desde aí, já lá vão 2 anos, tenho andado num entra e sai absurdo. Nem tenho grande gosto em fumar. Não sou o mesmo fumador de antes. Odeio cheiro a tabaco e sobretudo a dependência. Qualquer forma de dependência me revolta, mas ainda não consegui largar novamente. Mas vou fazê-lo. Vou mesmo e quero mesmo.