Chefe do tráfico no filme "Alemão", Cauã Reymond revelou ao UOL que o funk foi essencial para construir o papel do vilão Playboy. "Ouvi muito proibidão. Me ajudou a entrar no linguajar do personagem, ter acesso a quase um dialeto, se você não domina, te distancia". O thriller de suspense e ação, dirigido por José Eduardo Belmonte ("A Concepção", "Billi Pig"), estreia na próxima sexta-feira nos cinemas brasileiros.
O filme conta a história de cinco policiais infiltrados no complexo de favelas prestes a ser invadido por militares, e remonta ao episódio da pacificação no Complexo do Alemão, em 2010. Cansado de viver mocinhos, Reymond disse que preferia viver um "mauzinho". O ator que, inicialmente, iria interpretar um dos policiais infiltrados disse que se instigou mais a encarnar um líder do tráfico, apesar de ser uma participação especial.
"Quando li o roteiro, me interessei imediatamente pelo Playboy e perguntei quem iria fazer. Saí de 'Avenida Brasil' [novela a Globo] já querendo dar um basta nos mocinhos. Vim do Jesuíno ['Cordel Encantado'] e Jorginho ['Avenida Brasil']. Quando soube que o ator não ia mais fazer [o Playboy], me ofereci para o papel". Cauã também vai protagonizar um policial na nova série da TV Globo, "O Caçador", de José Alvarenga e co-direção de Heitor Dhalia.
"Artisticamente me deu tesão. Depois de um tempo você tem que se concentrar no seu desejo, e eu desejava fazer algo diferente. Percebi que iria mergulhar num universo que não era o do herói. Nunca tinha feito antes, fiz um pitboy no começo da minha carreira em 'Ódiquê?' [de Felipe Joffily], em 2004. Dentro do universo de cinema, eu não faço nenhum mocinho".

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