A faca afiada.
A corda na mão!
O laço
E o golpe certeiro
no coração.
É o porco que morre.
O sangue que escorre.
Na água fervente, no tacho,
o sangue, ainda, quente a cozer.
Loureiro e sal!
Enquanto o pobre animal
Com fogo na palha, de milho, é chamuscado.
Depois dos pelos queimados
É rapado e lavado.
E chega o sangue
Já cozido e temperado
Com azeite e alho:
Chouriço!
Um vinho e...
Começa a dissecação!
Retira-se os miúdos
Em seguida o unto
As tripas
E o coração!
O serviço é dividido:
Na maquininha a carne é moída.
Enquanto a tripa é limpa
Para fazer a lingüiça.
Com espinhos de laranjeiras
São furadas para sair a gordura.
E com tal doçura...
A partilha!
A carne é repartida:
Um pedaço para cada vizinho ajudante.
A divisão em quadrantes!
A gordura derretida
Em latas, de vinte litros, armazenada.
Pancettas enroladas, nela, mergulhadas.
A carne
A lingüiça
O couro
O torresmo.
O toucinho...
Detalhe:
Não podia, do porco, sentir compaixão!
Senão, ele não morria não!
Lenda?
Não sei...
Essas MULHERES eram corajosas!
Entre elas – um porco
E... Uma Rosa!
Disse que roubou esta foto?
Por admirá-la, então.
Se soubesse, dessas mulheres, o coração...
Com carinho
Lembranças de uma menina
Sou eu a menina.
ResponderExcluirNao estou na fotografia!
Mas lembro-me dos dias de matança.
Eu era crianca.
Saudades das pessoas.
Da carne no tacho!
Lembro-me dos porcos no chiqueiro.
Do milho, da lavagem...
E das mulheres...
A coragem!
eu jurava que era v. a magrinha do centro das meninas...
ResponderExcluirLouve-se a coragem delas mas tb a do porco coitado em deitar-se sem anestesia...
que porcaria meu Deus