Aécio diz que Dilma deixou de lado temas centrais ao rebater FHC
LEANDRO MARTINS
DE RIBEIRÃO PRETO
O senador Aécio Neves (PSDB) disse nesta quinta-feira (6) que a presidente Dilma Rousseff, ao rebater o artigo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso publicado no fim de semana, deixou de contestar "questões pontuais" apresentadas pelo tucano.
Aécio disse que Dilma fez um "documento político em solidariedade a Lula", sem tocar em temas centrais.
As declarações foram dadas por Aécio na tarde desta quinta em Ribeirão Preto (313 km de São Paulo), onde ele participou de campanha em apoio ao candidato tucano à prefeitura local, Antonio Duarte Nogueira Junior.
"Nenhuma das questões pontuais colocadas pelo presidente Fernando Henrique foram contestadas pela presidente Dilma. Ela fez ali um documento político, muito provavelmente instada pelo ex-presidente Lula ou em solidariedade a ele, que não tocou nos temas centrais", disse o senador.
Em artigo publicado no fim de semana nos jornais "O Estado de S. Paulo" e "O Globo", FHC acusa o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de ter deixado uma "herança pesada" para Dilma.
FHC citou o episódio do mensalão, a "desorientação da política energética" de Lula e a "crise moral" no primeiro ano de gestão de Dilma.
Em nota oficial divulgada na segunda-feira (3), a presidente rebateu o texto de FHC, criticou os argumentos do tucano e disse ter recebido uma "herança bendita".
"Não recebi um país sob intervenção do FMI ou sob a ameaça de apagão", afirmou Dilma, citando episódios da gestão tucana.
REFORMAS
Aécio disse que teria sido "mais produtivo" para o país se as questões apontadas no artigo de FHC tivessem sido debatidas por Dilma.
"Na verdade, sinto o PT, o governo federal, de certa forma, envergonhado com a necessidade que teve de abandonar sua visão estatizante, que amarrou o crescimento do Brasil durante tanto tempo, para avançar para o campo das parcerias privadas", afirmou o senador.
O tucano acusou ainda o governo Dilma de, segundo afirma, deixar de lado a discussão de questões estruturais, como as reformas política, tributária e da Previdência.
"[O PT] Perdeu a capacidade de ter um projeto de país e contenta-se em ter exclusivamente um projeto de poder."
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