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19 janeiro 2014

POR ESTAS MÃOS (ISABEL VIEIRA)

Tenho sede de beber por estas mãos 
o silêncio partido
Tenho vontade de abraçar os troncos 
das árvores por pensar que mãos 
e os troncos são coisas parecidas.
Por também eles terem fendas na casca 
e dores ao comprido.
Por estarem cheios de cicatrizes.

Tenho sede de sobreposições 
o cerne da madeira, em círculos, 
mil anos de vida
E as mãos, uma sobre a outra, 
cheias de raízes.

04-02-2013

Isabel Vieira

Um comentário:

  1. Eu gosto muito disto, meu querido. Gosto desta raízes de que fala a autora, gosto das mãos, enfim, gosto do poema todo.
    Agora, meu amigo, onde é que raio meteste a música deste blog, que tanta alegria me dava? E depois, quero dizer-te que não gosto só de comentar coisas pequeninas. Tu tens aqui muita coisa boa, para não dizer tudo porque podes ficar mal habituado. Isto só para te dizer que quero comentar com mais tempo. Só quis mesmo vir aqui como quem te dá um abraço.

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