SEGUIDORES
27 fevereiro 2007
Dentro de nós somos dois (SRebouças)
Oito pessoas em torno da mesma faixa etária... Oito personalidades diversas, com alguns pontos de convergência quanto a diversos aspectos frente à vida: humor, otimismo ou pessimismo, excitação ou depressão, capacidade de se comunicar ou grande dificuldade, indiferença ou extremado apêgo a outras pessoas e animais, rir-se ou chorar com extrema dificuldade, mas aqui o que nos interessa é o aspecto hilário que todos têm dentro de si, uns menos que outros, uma maior ou menor facilidade de ser palhaço, ser criança. Ser palhaço é a mesma coisa que ser-se criança...Uma forma de prolongar a nossa vida útil, amenizar as trombadas que a vida nos dá em certos e inevitáveis momentos...como a perda de parentes e amigos, queda de padrão de vida não esperada, perda de um animal realmente de estimação, perda de contato com a terra onde sempre vivemos, por injunções inevitáveis...A seriedade precoce e excessiva conduz ao envelhecimento de corpo e alma, ao mesmo tempo. Lembrem-se disto!
Não estamos pregando aqui a irresponsabilidade, a infantilidade em gestos e ações, a incapacidade de responder da maneira esperada a uma situação definida...a fuga para uma terra do nunca, à Peter Pan.
Mas dê preferência ao sorriso frente à lágrima, ao abraço em vez da formalidade, ao calor humano frente a uma frieza educada e indiferente. Nós somos gente, não autômatos.
A Família Original (SRebouças)
Foi com esta foto que abri o blog Casa da Çogra. Hoje, mais de 270 posts depois, senti vontade de re-edita-la...Que novidade devia ser uma fotografia nesta época...A expectativa e um certo ar de espanto transparecem nas fisionomias das crianças. A minha avó com um sorriso formal e meu avô com o costumeiro ar soturno que o acompanhou a vida inteira, suavizando-se no final da vida. Minha mãe ao lado dele, meu tio ao lado dela, os 4 estão mortos, são lembranças, apenas Resta ainda uma irmã de minha mãe ao fundo, que permanece viva. Voltarão?...Não se sabe...Mas certamente, como moda, o cachepot e a samambaia voltarão...
Copacabana de MUITO antigamente (SRebouças)
Iniciando ou Findando? (SRebouças)
Nesta foto, de rara felicidade, V. diria que o dia está começando ou acabando? A sensação é a mesma, de embevecimento ante um aspecto isolado de Mãe Natureza: o sol se vai despedindo langoroso, ou começa a se mostrar? Aqui nada mais importa, senão a pergunta posta. Mas como a foto é coisa estática, amanhece na cabeça de muita gente, anoitece na cabeça de outras tantas...
26 fevereiro 2007
Obrigado, Natureza (SRebouças)
Querem ver uma paisagem que me toca? Esta daí de cima. Um pequeno muro de pedras, um céu cinzento, nuvens de chuva...e uma incrível árvore despelada, despida quase de suas folhas...mas VIVA!
E transmitindo paz, firmeza, posição, equilíbrio. Há uma tremenda centralização no enquadramento da imagem da árvore na paisagem, não sei se intencional ou não, mas há. E que me comove. Esta imagem parece também a dissecção de uma trama pulmonar, ou a trama de uma árvore circulatória, ou ainda a simples trama de uma folha desclorofilada, mostrando toda a ramificação por onde ela, clorofila, percorria a planta...Natureza macro e micro aqui irmanadas. Natureza maravilhosa, infatigável, fora do nosso entendimento, obrigado por existires.
Ao trabalho! (SRebouças)

Observe a perfeição plástica desta fotografia, como se uma Narcisa se contemplasse envaidecida e embevecida ao espelho.
De fato, a perfeição de formas, a excitação denunciada pela
turgência dos mamilos, o rosto misterioso que não descortinamos de nenhum jeito, a liberação dos vôos de imaginação erótica, tudo aqui é lindo, tudo aqui é desejável...até que você cai na real, olha para v. mesmo, caidinho, olha para a sua parceira, caidinha, e entende que o importante neste mundo não é a fantasia, a perfeição inalcançável do erotismo muitas vezes fabricado, é a realidade de um sentimento firme, forte e verdadeiro entre duas pessoas que se amam.
O sonho é necessário, e o acompanha a fantasia, mas a realidade é sempre muito mais forte e verdadeira; não há fuga possível para o caminho enveredado. Ao trabalho, pois, moçada!
24 fevereiro 2007
Gravatinhas & Charutos (SRebouças)
Mesmo para as décadas de 50 ou 60, causa um pouco de espanto ver a passagem do casal em pleno sol de Copacabana, a moçada toda em calções de lã ou helanca ou nylon, e eles trajados como se fossem a uma missa dominical. Guarda-sol empunhado pela dama, ele de chapéu, terno completo a que não faltaria nunca o colete, e...uma incrível gravatinha borboleta.Mario Quintana's (SRebouças)
19 fevereiro 2007
Um Gesto Apenas?... (SRebouças)

Greta Garbo, um gênio misterioso (SRebouças)
Ilha de Paquetá (SRebouças)
Hoje em dia o pessoal se refere ao ato de fazer-se um piquenique como uma grande demonstração de cafonália, algo da cabeça de gentinha, enfim, uma discriminação econômico-social terrível, querendo significar que as famílias que assim procediam emporcalhavam os lugares que deixavam para trás...Santa ignorância... os ditos granfinos de hoje e desde já algum tempo, dão e deram suas manifestações já consideradas comuns, de 'civilidade', emporcalhando tudo, com jornais e revistas abandonados, vasilhames de plástico, de vidro, tampinhas e envólucros diversos, copos de papel, restos de comida, guimbas para todos os lados e com a agravante de muitos deles fumarem até maconha no meio das famílias. E fosse alguém reclamar! os pitboys como agora são chamados os antigos valentões, se juntavam e podiam até quebrar o cara todo...Na minha família só lembro de termos feito um único piquenique...em Paquetá, que é uma pequena ilha encantadora e foi um piquenique calmo, gostoso, tudo muito organizado, a família quase que em peso reunida, comida farta...galinha assada, pasteis, empadinhas, arroz, farofa, tudo a que a ignorantália torce hoje o focinho de desdém, sem nem saber do que estão falando! (como, minha senhora? se tinha feijão? não, senhora, não achamos que deviamos levar...e não foi por racismo, não senhora!...). E como andamos de bicicleta! nunca vimos tanta casa junta de bicicletas, havia-as de todos os tamanhos, para uma, duas, tres pessoas e até quatro...e aquele cheirinho de borracha dos pneus ... Sabiam que até hoje os carros são proibidos em Paquetá, exceto os de serviços públicos? É só bicicleta e charretes para todo lado...Uma delícia..Casa Velha? Charme! (SRebouças)
Muita gente, ao se deparar com fachadas assim, há de exclamar: mas que lixo, tá precisando demolir...já eu me emociono e me perco em devaneios, penso no quanto esta casa pode ter vivido momentos de alegria, como devem ter alí ressoado cantos e risadas francas e saudáveis, como também quanto choro, quanto lamento ecoou dentro dela...A Minha Monark (SRebouças)
Estávamos no ano de 1950, em Campo Grande, cidade que tinha poucas ruas asfaltadas, cidade repleta de empórios...que não era ainda capital de uma das metades da divisão do Estado a ser efetuada muitos anos depois. Era o Ano Santo, mas a festa, a comemoração grande seria no Rio de Janeiro. Era também, o ano da Copa do Mundo aqui no Brasil. Meu pai servia na 9ª Região Militar, depois de concluir seu curso de Estado Maior aqui no RJ, na Praia Vermelha.Calhou que um outro oficial teve de vir ao Rio, e meu pai pediu-lhe comprasse uma bicicleta para mim, que seria despachada para Campo Grande pelo serviço de cargas da Cruzeiro do Sul. Seu depósito, pequeno aliás, ficava a cem metros de onde nós morávamos. Depois que o tenente confirmou a compra, todo o santo dia eu passava na porta do depósito, olhos arregalados, e já nem mais perguntava: os moços já sabiam o que eu queria e abanavam as cabeças... Dias depois a bicha chegou, era muito linda, era verde metálica, tinha pneus balão e freio traseiro. Era muito pesada, eu tinha 13 anos, era um franguinho fracote, e nós morávamos num 2º andar, sem elevador. Como levar aquela monstrinha lá para cima? O porteiro era um mulato de óculos, olhos claros, forte, e um detalhe: não tinha o braço esquerdo, amputado na altura um pouco abaixo do ombro, por certo algum acidente sofrido.... Quando viu minha dificuldade, não falou nada: pegou a bicicleta e a colocou no ombro direito e fácil, fácil, levou-a para cima. Eu fiquei inerte e maravilhado: SUPERMAN havia operado um milagre de força...Na minha cabeça aquele porteiro era um trator...
Os anjos são homens... (SRebouças)
18 fevereiro 2007
Até veres através (SRebouças)

16 olhos te olham... (SRebouças)

Porquê este conjunto de rostos nos chama a atenção, nos prende o olhar?...
Ah! sim, o que eles têm em comum é o formato dos rostos, os mesmos cabelos escuros, os olhos do mesmo tom...as bocas são quase idênticas, os pescoços visíveis, não são pousados sobre os ombros...os sulcos naso-labiais do mesmo tamanho...serão parte de uma grande família? Serão irmãos ou primos? Têm mais ou menos a mesma idade......Têm muito a ver uns com os outros para ser mera coincidência...
Fiquei com a sensação de que aqueles rostos na verdade pertenciam a uma só pessoa, uma manipulação de photoshop…mas examinando melhor, não. O que eles têm em comum, é o fato de serem rostos agradáveis de se olhar, sem despertar nenhum tipo de outra emoção…que não só olhar…
O Universo do Herculano (SRebouças)
Era uma vez um velho médico, solteiro, muito gordo, careca, de óculos de lentes grossas, muito afável com todos, e que estava lotado na Clínica Urológica do então IAPI (atual INSS) na Casa de Portugal, onde funcionávamos por convênio com os seus diretores. Herculano, este colega, que óbviamente esperava a sua aposentadoria ou então permanecia conosco para passar tempo, era mantido no seu cargo graças ao enorme coração de nosso então chefe, o Abdon Lins. Um dia o chefe nos procurou e a outro colega, bastante preocupado, pois o Herculano não tinha telefone, morava naquela mesma rua do Bispo, e há 3 dias não aparecia no serviço, logo ele que nunca faltava... Pediu-nos que dessemos um pulo ao seu apartamento, pois constava que ele morava sózinho. Foi o que fizemos. Conversamos com o porteiro, que por sorte ou precaução do Herculano, possuia uma cópia da chave para alguma emergência, e entramos. Logo percebemos pelo cheiro no ar que já era cadáver, e estava deitado em sua cama, plácido, um ar de felicidade no rosto, havia morrido em paz. Era um cordeiro do Senhor. Era um solitário, e nunca se queixou disso com ninguém. Era um homem eremita, levava uma vida ascética. O apartamento de sala e quarto tinha dependências completas, e nos surpreendemos ao constatar que o quarto de empregada, que não possuía um só móvel, estava ocupado, nas quatro paredes, por gaiolas dos mais diversos pássaros...Haviam mais de 40 gaiolas de todos os tipos...Eram a sua única distração na vida...o seu pequeno grande Universo.Regresso virtual (SRebouças)

Um cheiro,
um ruído ou trecho de música,
um cheiro de fumaça,
um pequeno arco-íris desde a janela...
uma palavra antiga, um sorriso parecido...
são tantas as possibilidades de regresso virtual!
recordações tantas
armazenadas
nesta pequena caixa
que nunca para de pensar!
Um rosto, um sorriso parecido...
um olhar misterioso
como o que me encantou
anos atrás na despedida.
Saudade é palavra triste
mas encerra só coisas boas,
apertos de coração
espasmos de mãos
corações confrangidos
lágrimas caindo
indiscretas
como todo sentimento
que se procura ocultar...
17 fevereiro 2007
Dois ovos estrelados (SRebouças)

Eu tinha 7 anos, estavamos em 1944, em Recife, Pernambuco, em trânsito para voltar ao Rio de Janeiro. Meu pai era da infantaria do Exército, e estavamos retornando ao nosso chão, onde estava toda a nossa família... Vinhamos de Campina Grande, na Paraíba, onde ele serviu ao longo de grande parte da Segunda Guerra Mundial.E eu estudara no Colégio D. Bosco, de padres salesianos, e isto voltaria a acontecer em 1950, em Campo Grande, Mato Grosso, numa época em que a divisão do estado em dois nem era cogitada. Não havia aeroporto em Campina Grande, então a gente tinha de se deslocar para o Recife, que tinha. O Hotel em que ficamos era enorme, mas o que ficou mais na minha memória foi o restaurante, enorme, janelas envidraçadas para o rio Capiberibe, toalhas brancas até o chão, os pratos brancos, os garçons de avental imaculado em cima de seu uniforme de trabalho, um cheirinho delicioso pairava no ar. Talheres de alpaca, copos de finos pés, enfeites no centro da mesa. Mas o que eu mais curti foi o café da manhã seguinte, quando pedi dois ovos estrelados (ou estralados, ou estalados, minha Senhora, tanto faz...) e aquilo desceu como um manjar dos deuses.As coisas modestas, baratas, pequenas, ficam impregnadas na nossa memória até o fim de nossas vidas. Eu tinha 7 anos, um a mais que o João Hélio, que não teve a chance de, já velho, batucar na internet suas memórias em flashes...
Dois tipos de animais (SRebouças)

Por favor, não se assustem...este animal é inocente, ele está isolado num quarto tão confortável ou mais que os destinados a certos jovens orgulhos de nossa sociedade organizada (como, minha senhora? o que é sociedade organizada? é aquilo que constitui o povo, todas as camadas sociais reunidas...a senhora pensava que eram os participantes do sindicato de arrumadeiras? ).
e ele só entrou no carro de seus donos, umas poucas vezes, nunca fez uso de um cinto de segurança no banco de trás...Ele está em quarentena em Cingapura, rotina, apenas, mas levada a sério nesses países menores...vocês já ouviram falar do sistema prisional, por exemplo, do Japão?...pois é... procurem se informar. É de nosso interesse, plenamente. E urgente, sem dúvida. Só 'eles' acham que não é tanto assim...mas todos eles contam com segurança, paga aliás do nosso bolso, e nesta lista cabem também carros blindados, rádios, helicópteros, vivem no paraíso que todos nós sonhávamos e não temos nem nunca teremos....
O que se deve preservar? (SRebouças)
Hoje li no jornal que dois jovens, um de 12 e um de 16 que protagonizaram, o de 12, só e totalmente drogado, de uma sessão de facadas na velha avó e foi surpreendido pela polícia arrastando o corpo; e o outro, que fez parte da quadrilha de 5 monstros que arrastou João Hélio, 6 anos, em circunstâncias que nem vale mais a pena repetir...Pois bem, eu li que os dois estão recolhidos a uma instituição penal padre não-sei-o-quê, onde foram colocados em quartos individuais, por receio de que os outros menores 'façam algo contra os coitadinhos'.
Quartos individuais? Para estes monstros, estes inimigos da sociedade organizada? Quem sabe até têm suites? Quantos cuidados com os pobrezinhos....é de se louvar esta preocupação com eles...
Eu paro aqui para pensar nas centenas de presos amontoados, sem nenhuma diferenciação penal, todos convivendo, apertados uns contra os outros, dormindo irremediavelmente agarrados, sem espaço...gente que fez uma transgressão leve ao lado de assassinos, sequestradores e estupradores, na maior...e um diretor não declarou?: "precisamos preserva-los..." Preservar monstros?...e quem PRECISA? os funcionários de instituições que recebem seus salários de nosso bolso, desta nossa sociedade atormentada? Preservar o quê? Que grande desrespeito às pessoas e aos projetos de pessoas - crianças como eles - que não puderam vingar, que já não são mais desrespeitáveis, pois estão debaixo de 7 palmos de terra? E as famílias destas vítimas?...Traumatizadas para os restos de suas vidas...
Eu tenho muito medo. Medo que a sociedade, já saturada, rompa os grilhões da inércia destes governos, destas autoridades, destes juízes e defensores de "direitos humanos de marginais", lance os manuais de proteção à Criança e ao Adolescente (voltada in totum para a marginália, nunca para a gente de bem) a uma imensa fogueira, force a tomada de posições firmes destes políticos, acabe com a tolerãncia deste código penal ridículo. Que acabe na marra com este sistema de benefícios, progressão das penas, que transforma uma pena de 30 anos em 3 ou 5...QUEREMOS AÇÃO, MUITA AÇÃO!!! JUSTIÇA, MUITA JUSTIÇA!!! SEM MAIS ESPERAS!...
16 fevereiro 2007
Tal e qual uma concièrge... (SRebouças)
Eu fico aqui, no Casa da Çogra, como se fosse uma 'concièrge' em Montmartre, esperando que alguma alma se aventure por estas páginas, leia o que eu dreno aqui diretamente do meu coração, e deixe umas poucas (ou muitas) linhas, detestando ou adorando o que leu. Como a coisa já vai longe, são agora para mais de 250 posts, coloque o blog na sua área de trabalho e clique nele um pouquinho de cada vez...Basta v. clicar aqui dentro com o mouse da direita, criar atalho...e pronto. V. poderá voltar quantas vezes quizer e será sempre bem vindo(a). Falou?VIDA FÁCIL (SRebouças) (foto web)
Antigamente, ao se referir às prostitutas, dizia-se mulheres de 'vida fácil'. Erro crasso! Nem a vida delas era (ou é) fácil, como aquilo nunca foi vida. Ter de se submeter a verdadeiros monstrengos, repugnantes físicamente falando, porcos, doentios, fedorentos, halitosos, sem banho,e sendo submetidas a caprichos muitas vezes reprováveis, com o clamor da AIDS sobressaltando toda a gente, a falta de higiene e de cuidados de preservativos, a carência de informações, a péssima alimentação, a falta de organizações de médicos a submete-las a exames de saúde periódicos, como se faz no minúsculo Uruguai...entidades fortes, tipo sindicatos, para protege-las em vários aspectos, de instrução, de informações, jurídicos, higiênico-sanitários, nada! Nada que as pudesse pensar que um dia teriam a seu favor algo como o Movimento Sem Terra, invasivo, marrento, organizado, uniformizado, fazendo o tolerável e o intolerável para fazer valer seus direitos...Claro que elas trocariam aquelas camisetas vermelhas já manjadas por algo imitando pele de onça...e haja parfume barato e espelhinhos de mão e pinças para tirar sobrancelhas, para esperar os clientes.... E finalmente a placa indefectível: "ACEITAMOS TODOS OS CARTÕES".A Velhice é Implacável. (SRebouças)
Correu o mundo esta capa da National Geographic, e os olhos desta menina cativaram o público.O rosto, de traços delicados; mas nada ali sobressaía senão aqueles olhos, nem mesmo a expressão de expectativa, de incerteza, até de um certo terror. Havia, contudo, o frescor desafiador da juventude, nos traços que compunham um formoso rosto.Não fosse ela uma das vítimas diárias da situação trágica de um Afeganistão conflagrado. Pois bem, vários anos depois a revista foi buscar esta mesma menina, agora aparentando uma senhora de mais de 50, e fez idêntica foto com o mesmo tipo de roupa. Como resultado, uma decepção total: até parecia que aqueles olhos, que haviam cativado o mundo, haviam empalidecido, pelo envelhecimento, pelo desgaste da criatura...A velhice é implacável, meus amigos...
14 fevereiro 2007
Precaução Quae Sera Tamem...(SRebouças)
João Hélio, 6 anos (SRebouças)
Sabem, para além da barbárie, o que me revolta tanto quanto este sentimento de vazio, de inutilidade e impotência face à desumanidade destes 5 animais, é o fato de que durante 15 minutos o carro circulou por várias ruas da cidade do Rio de Janeiro, não houve um só engarrafamento, uma retenção de veículos, ninguém, nos carros à volta ou os transeuntes nas ruas, ninguém viu nada de anormal!!! Tampouco nenhum policial, da guarda municipal, da polícia militar ou civil presenciou o que se passava, não houve nenhuma comunicação entre rádios de viaturas, nenhum policial deixou seus afazeres de preencher seus cadernos de multas ou de se deixar ficar em seus postos, enquanto o carro fúnebre passava. Nenhuma pessoa usou seu celular para discar para a polícia - afinal não era com eles...
Foram 15 minutos, e aposto que o Corsa não estava passeando lentamente pelas ruas. A própria velocidade deles não chamou a atenção de ninguém como chamaria a passagem de uma ambulância com a sirene ligada. Somos todos cúmplices neste crime, João Hélio!... Perdoe-nos!...
13 fevereiro 2007
Troca Troca?... (SRebouças)

Mania de escrever ... (SRebouças)
Esta é uma mania que só engrandece a quem a possui; escrever é desopilar o fígado, colocar para fora sentimentos e sensações, viajar, saboreando, enquanto avança na construção de frases, muitas vezes antevendo as reações de outrem àquilo que está escrevendo.É uma coisa muito gratificante, na medida em que aí entra a associação de ideias, tipo conversa puxa conversa, e a escrita flui mais fácilmente.Há pessoas que detestam escrever, há as que gostariam muito de escrever, as que escrevem mas não têm a verve necessária, os que até sabem e podem e devem mas são vítimas de uma preguiça invencível. Há os que cometem erros leves ou pesados de ortografia, que vêm desde os bancos escolares e mesmo aqueles que os cometem já burros-velhos até os dias de hoje... os que acham que 'falou tá dito, tudo entendido'.
Há os amargos, os que te pôem down, e aqueles que ultrapassam as raias do lógico e do ponderavel ao se mostrarem mais realisticos que o rei em matéria de otimismo. Há os incolores, os destituidos de uma centelha de graça, há os tratadistas e citadores, só escrevem forrando sua escrita de aspas e autores. Há os que não formam frases com sentido, e há os que nem frases conseguem formar...
Mas uma coisa é certa; a mesma preguiça de escrever, as pessoas têm de ler!
Churchill & Tony Blair... (SRebouças)
Verbos Novos e Horríveis...(Ricardo Freire)

Depois que você fica alérgico a disponibilizar, como vai admitir, digamos, "viabilizar"?
É triste demorar tanto tempo para a gente se dar conta de que "desincompatibilizar" sempre foi um palavrão.
Precisamos reparabilizar nessas palavras que o pessoal inventabiliza só para complicabilizar.Caso contrário, daqui a pouco nossos filhos vão pensabilizar que o certo é ficar se expressabilizando dessa maneira. Já posso até ouvir as reclamações: "Você não vai me impedibilizar de falabilizar do jeito que eu bem quilibiliser".
Ricardo Freire
11 fevereiro 2007
Um Pedido Só
Ao abrir a tampa - surpresa! - apareceu um gênio:
- Olá! Sou o gênio de um só desejo, às suas ordens.
- Então, eu quero a paz no Oriente Médio. Veja esse mapa: que esses países vivam em paz!
O gênio olhou bem para o mapa e disse:
- Cai na real amigo. Esses países guerreiam há 5 mil anos! E para falar a verdade, sou bom, mas não o suficiente para isso. Peça outra coisa.
- Bom... Eu nunca encontrei a mulher ideal. Você sabe... gostaria de uma mulher que tenha senso de humor, goste de sexo, de cozinhar, limpar a casa, lavar, passar, que não seja ciumenta, que goste de futebol, aprecie uma cervejinha, seja fiel, gostosa, bonita, jovem, carinhosa e não se importe de eu não ter dinheiro.
O gênio suspirou fundo e disse:
- Deixa eu ver a merda desse mapa de novo ..
Queremos a Lei do Cão (SRebouças)
É assim que eu vejo - e comigo uma multidão silenciosa, mas não totalmente apática e fácil de enganar - a situação em que ficamos no Brasil, com estas leis penais arcaicas, a tolerância para com os criminosos, esta colcha de retalhos que é o nosso Código Penal, sempre apto a oferecer áreas de escape por entre suas malhas...Queremos que as penas sejam efetivas, duras, rigorosas e sem nenhum artifício redutor de nenhuma natureza...Leis que não estimulem o pretendente, o aluno do CRIME ORGANIZADO, a quererem assumir seu posto no enfrentamento da sociedade. Que vejam, sintam, se conscientizem, que arriscar-se a ser preso resultará numa penalidade que nenhum rábula poderá atenuar. Nem nenhuma ONG de vagabundos poderá fazer-se ouvir. Não há pena de morte neste País? Então, a pena de prisão perpétua com integralidade, sem atenuantes, com trabalhos a serem feitos , (enquanto para tal houver saúde), como construções, aberturas de estradas, serviços diversos no campo e na cidade. Nada de amontoar presos, de misturar presos banais com monstros...Nada de faculdades do crime nos presídios, nada de celulares, advogadinhos trazendo drogas, armas, celulares e mensagens. Rudolf Giuliani neles!... Tolerância zero. Para pobres e ricos, pés no chão e colarinhos brancos. Todos não somos iguais perante a Constituição?
Vergonha, muita vergonha (SRebouças)
Às vezes me dá uma vontade de entrar numa mala e mandar que me despachem para bem longe daqui...Impossível assistir a todo um cerimonial de manifestação de horror, repulsa, asco e desgosto por mais um crime hediondo, sabendo que o ritual está novamente sendo cumprido e que vai redundar em coisa nenhuma, afinal. Das primeiras páginas dos jornais e capas de revistas, às declarações de políticos e autoridades, clérigos e outros, claro, sem nenhuma manifestação das ONGs de defesa dos "direitos humanos", a coisa vai sendo esquecida, novos crimes saem do forno e tomam o lugar do recém acontecido...quantas vezes já não vimos este mesmo filme?!O Padre Novato (sempre vale a pena reler...)
O novo padre da paróquia estava tão nervoso no seu primeiro sermão que quase não conseguiu falar. Antes do segundo sermão, no domingo seguinte, perguntou ao arcebispo como poderia fazer para se tranqüilizar. Este lhe sugeriu que colocasse umas gotas de vodka na água e tomasse alguns goles antes do sermão, assim se sentiria mais relaxado.O padre seguiu a sugestão e sentiu-se tão bem que poderia falar com segurança até no meio de uma tempestade, de tão feliz e descontraído que se encontrava. Depois da missa , ao regressar à reitoria da Paróquia, encontrou esta nota do arcebispo:
Prezado padre:
1. Na próxima vez coloque gotas de vodka na água e não gotas de água na vodka.
2 . Não coloque limão e açúcar na borda da taça.
3. O missal não é um apoio para copo.
4. O manto da imagem de Nosso Senhor não deve ser usado como guardanapo.
5. Existem Dez Mandamentos e não doze.
6. Existiram doze apóstolos e não dez.
7. Não nos referimos a nosso Salvador Jesus Cristo e seus apóstolos como “J.C. e sua Banda”.
8 . O Papa é sagrado e não castrado; e não nos referimos a ele como “O Padrinho”.
9. Judas não enforcou Jesus, e Tiradentes não tem nada a ver com a história.
10. A hóstia não é chicletes, portanto evite tentar fazer bolas.
11. Backstreet Boys não estava na relação de músicas do coro.
12. Aquela “casinha” era o confessionário e não o banheiro.
13. Evite apoiar-se na imagem de Nossa Senhora, muito menos abraçá-la.
14 . A iniciativa de chamar o público para dançar foi muito plausível, mas fazer trenzinho e correr pela igreja, não.
15. Limite-se a sermões sobre religião e evite falar de futebol e política.
16. Água benta é para benzer e não para refrescar a nuca.
17. Nunca reze a missa sentado na escada do altar, muito menos com o pé sobre a Bíblia.
18. As hóstias devem ser distribuídas para o povo e não usadas de aperitivo para acompanhar o vinho.
19. Nem Bruce Willis nem Sharon Stone estavam na Reencarnação de Cristo.
20. Aquele pregado na cruz era Jesus Cristo e não Raul Seixas.
21. Edir Macedo não é Diretor Financeiro da Igreja Católica.
22 . Procure usar roupas debaixo da batina. Evite abanar-se com a batina quando estiver com calor.
23. O nome do Papa é Bento e não Daniel, e nenhum dos dois fez dupla com Xororó.
24. Belém, onde Jesus nasceu, não fica no Pará.
25. Judas vendeu Jesus no Sanedrin e não no mercado persa. E foi por 30 moedas de ouro e não por "dois conto".
26. Numa missa não se faz perguntas ao público, nem existem “placas” e “ajuda dos universitários”.
27 . Onde se reza a missa é no altar e não no “Picadeiro de Circo”.
28. Caim matou Abel com uma paulada na cabeça, e não com um chute no saco.
29. E, por último, o pecador quando morre vai para o inferno, e não pra a puta que o pariu.
09 fevereiro 2007
Vestido de nú (Notas e Reflexões / blog/PT)

O Egipto assistiu, recentemente, a um debate religioso no mínimo curioso. Ultrapassada a velha questão da luz acesa ou apagada, o problema que se coloca agora é se o casal deve ou não manter a roupa durante as relações sexuais. A controvérsia instalou-se quando um perito em lei islâmica alertou para o facto de a nudez completa do casal durante o acto sexual invalidar o casamento. Para contornar o problema surgiram propostas mais flexíveis: não haveria problema se o marido visse a esposa nua, ou vice-versa, desde que não desviasse o olhar para os genitais. Para evitar a tentação, o perito aconselha a que as relações sexuais ocorram debaixo de lençóis.
Desconfiança....(!) (SRebouças)

O secretário de Segurança Pública do Estado, José Mariano Beltrame, vê a idéia com desconfiança. "Esse é um assunto que precisa ser muito amplamente debatido por todas as esferas da sociedade. Entendo que não devemos nos basear em maioridade ou menoridade penal, e sim de perceber no momento do ato praticado pelo menor se ele tinha discernimento daquilo que estava fazendo ou se não tinha." (TODOS VÃO ALEGAR QUE NÃO TINHAM....)
O secretário de Segurança Pública do Estado vê com desconfiança esta diminuição da idade em que os monstros deverão começar a receber o que merecem, e ainda é pouco: lembrem-se de eles que ainda têm a seu lado ONGs de proteção aos coitadinhos marginais de todos os naipes.Nós estamos, na verdade perdidos. Lembram daquele episódio do desarmamento civil?...
08 fevereiro 2007
Gato ou cachorro? (SRebouças)
07 fevereiro 2007
Poucos com muito, muitos com pouco.(SRebouças)
De René Magritte, pintado em 1961, conhecido como "La Pretre Marie", foi vendido em leilão da Christie's por 7,6 milhões de euros, quase o dobro do estimado.
06 fevereiro 2007
Desbravar...porquê não? (SRebouças)
Dá vontade de entrarpor ela adentro...
ouvindo gritos, piados
rugidos
antes que chegue
a escuridão...
a inevitável
cíclica e
aterrorizante
escuridão...
Há tanto o que olhar!...
antes de chegar-lhe ao centro
para encontrar talvez
onças, leões, veados
e pequenos animais fugidos
buscando desnorteados
um possível abrigo,
um sítio que aconchegue
esta solidão...
foto Fer.Ribeiro Fotoblog FR / Aveiro - PT
05 fevereiro 2007
Eu quero (preciso) que partas de vez (SRebouças)
- não importa o nome que damos,
À Minha Mãe (1917/2005)
Como uma velha barca
Envolta em nevoeiro
Um apito triste ressoando
Uma pequena fileira de luzes
E o movimento tranqüilo
Da água a te envolver.
Eu quero que partas de vez
Que saias do meu pensamento
Onde tua lembrança
Aqui e ali me tiraniza
Dentro do meu coração...
Enfim, é esta saudade de um
Querer impermeabilizado
Que há de cicatrizar
Esta sofrida maneira
De me conformar
Com esta partida, envolta em nevoeiro.
Pintura: Salvador Dali
Tudo um Nada (S.Rebouças)

vertente ou ápice atingido.
Digo sem palavras soletrando
as letras que vou
lentamente aprendendo.
Quero dizer mas não sei
onde estão teus ouvidos,
onde está tua boca,
onde estão teus olhares.
Tudo tão vazio
como o interior
de uma geladeira abandonada,
de uma casa abandonada
de um lugar abandonado
num Google Earth do nada.
Arco do Triunfo (S. Rebouças)
Estas árvores espetadas, secas aparentemente,
apontadas para o céu...
Este caminho de terra a
convidar-nos a um passeio...
Um arco do triunfo em galhos secos
apresentando uma vegetação
ao fundo, uma esperança
de primavera retornada.
Amplitude na simples
simplicidade do meu gostar,
que é só meu.
HP Serra / Blog do Beto PT
04 fevereiro 2007
Casario com capela (S.Rebouças)
Um casario tão pobre, mas um conjunto de casas que nos fala ao coração: ali só habita gente humilde, que com certeza tem dentro do peito uma religião verdadeira, uma convicção talvez raiando pelo fervor extremado, mas sincero, ostentando de dentro da sua humildade a serena certeza da fórmula natural de um bom viver: trabalho, amor e religião irmanados. A capela assinalada pela placa na esquina nos dá margem a imaginar que é de uma pobreza franciscana...nada a ver com aquela ostentação do Vaticano e outros monumentos religiosos piedosamente espalhados pelo mundo católico. A foto é de uma rara felicidade, o fotógrafo nos disse laudas de papel com um simples clique...do foto blog português FR /Chavez Aveiro-PT
Boca-a-boca... (Maria Amália Camargo)
Na da rainha, coroa.
Na do botânico, raiz.
Na do engenheiro, ponte e canal.
Na da banhista, fio-dental.
Na boca do jogador de basquete tem pivô.
Na da manicure, esmalte.
Na da arquiteta, arcada.
Na do eletricista, aparelho.
Na do desconfiado, "dente-de-coelho".
Na boca do maquinista tem "limpa-trilho".
Na da juíza, siso.
Na do anfitrião, porcelana.
Na do bilheteiro, "janelinha".
Na do porteiro, campainha.
Na boca do gato tem canino.
Na do astrônomo, céu.
Na da fofoqueira, língua de trapos.
Na do bezerrinho, dente-de-leite.
Na do vingativo, dente por dente.
Mas da boca do banguela só sai o refrão:
Maria Amália Camargo é santista, formada em letras e é autora de "Laranja-Pêra, Couve-Manteiga" e "Acra de Eon", ambos da editora Girafinha.
O tempo passa voando! (S.Rebouças)
defeitos, e aqui sem dúvida o mais destruidor, o mais letal, o mais desprovido de antídotos é o Ciúme. Que sentimento tão semelhante à ministração da cortizona...Se usado em pequenas quantidades desinflama pequenos atritos entre as pessoas, harmoniza-as da melhor maneira possível, é um santo e necessário remédio. Agora, abusou...sai de baixo!
Usado em excesso, logo vem a síndrome da perda das estribeiras, do cafajestismo, da babelização da linguagem entre dois seres, da perda de comunicação definitiva, do estrangeirismo que se instala entre eles...É irreversível e não adianta se arrepender. Parece um medicamento que passa a só ter contra-indicações, perdendo totalmente suas indicações primárias...A todos(as) eu aconselho: ciúme só em doses homeopáticas, como uma necessária prova de amor que o parceiro até recebe com satisfação e orgulho; se não...
03 fevereiro 2007
Retrato de uma morte ideal num por de sol (S.Rebouças)

Foi esta a melhor imagem que encontrei para definir o ideal de um finalzinho de existência, quiçá uma passagem calma, tranqüila, sem sobressaltos ou lágrimas, dores ou traumas, uma coisa natural, fluindo em paz, com o alívio de quem parte, com o alívio de quem fica, sabendo que a estrada da degradação física e mental acabou para aquela pessoa, aquele ente tão querido, ou até não, mas sempre uma pessoa que fez parte de nossa vida e agora fica-nos aquela saudade do irreversível.
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Espere sem desespero (S.Rebouças)
O Seio Da Floresta (S.Rebouças)
Dá vontade de entrarpor ela adentro...
ouvindo gritos, piados
rugidos
antes que chegue
a escuridão...
Há tanto o que olhar!...
antes de chegar-lhe ao centro,
onças, leões, veados
pequenos animais fugidos
buscando desnorteados
um sítio que aconchegue
toda esta solidão...
do fotoblog português FR fotos /Aveiro, pT












