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27 fevereiro 2007

Dentro de nós somos dois (SRebouças)



Oito pessoas em torno da mesma faixa etária... Oito personalidades diversas, com alguns pontos de convergência quanto a diversos aspectos frente à vida: humor, otimismo ou pessimismo, excitação ou depressão, capacidade de se comunicar ou grande dificuldade, indiferença ou extremado apêgo a outras pessoas e animais, rir-se ou chorar com extrema dificuldade, mas aqui o que nos interessa é o aspecto hilário que todos têm dentro de si, uns menos que outros, uma maior ou menor facilidade de ser palhaço, ser criança. Ser palhaço é a mesma coisa que ser-se criança...Uma forma de prolongar a nossa vida útil, amenizar as trombadas que a vida nos dá em certos e inevitáveis momentos...como a perda de parentes e amigos, queda de padrão de vida não esperada, perda de um animal realmente de estimação, perda de contato com a terra onde sempre vivemos, por injunções inevitáveis...A seriedade precoce e excessiva conduz ao envelhecimento de corpo e alma, ao mesmo tempo. Lembrem-se disto!
Não estamos pregando aqui a irresponsabilidade, a infantilidade em gestos e ações, a incapacidade de responder da maneira esperada a uma situação definida...a fuga para uma terra do nunca, à Peter Pan.
Mas dê preferência ao sorriso frente à lágrima, ao abraço em vez da formalidade, ao calor humano frente a uma frieza educada e indiferente. Nós somos gente, não autômatos.

A Família Original (SRebouças)


Foi com esta foto que abri o blog Casa da Çogra. Hoje, mais de 270 posts depois, senti vontade de re-edita-la...Que novidade devia ser uma fotografia nesta época...A expectativa e um certo ar de espanto transparecem nas fisionomias das crianças. A minha avó com um sorriso formal e meu avô com o costumeiro ar soturno que o acompanhou a vida inteira, suavizando-se no final da vida. Minha mãe ao lado dele, meu tio ao lado dela, os 4 estão mortos, são lembranças, apenas Resta ainda uma irmã de minha mãe ao fundo, que permanece viva. Voltarão?...Não se sabe...Mas certamente, como moda, o cachepot e a samambaia voltarão...

Copacabana de MUITO antigamente (SRebouças)

Eis uma panorâmica da praia de Copacabana, quando quase despida de edificações...Ao fundo a praia do Leme, seu prolongamento natural e que lhe serve de parede posterior ou lateral esquerda, como quiserem. Esta construção aqui embaixo, um belo palacete de tres andares, avarandados e uma torre, por outras fotos se vê que fica muito próximo do edifício do Copacabana Pálace Hotel...ainda mais para cá, não dá para se ver.Forçando a vista, dá para perceber mais atrás outros palacetes e casinhas, uma pequena praça com um quiosque ao centro dela, interessante! não vejo nada sugestivo de uma colônia se pescadores...talvez porquê elas ficassem no Leme e no Posto 6 que vem a ser a extremidade direita da praia...Tudo é terra, nada asfaltado, o acesso a Copacabana era feito em lombo de burro, carroças e carruagens, numa viagem penosa, decerto. Diziam na minha família materna que o meu bisavô, português e caixeiro viajante, possuia um mundaréu de terras nas alturas deste palacete aí descrito...não sei se era mesmo verdade. Mas ao que parece era um perdulário, não se prendia a nada, foi negociando, perdendo-as progressivamente, fazendo maus negócios... e perdeu tudo. Será?...

Iniciando ou Findando? (SRebouças)


Nesta foto, de rara felicidade, V. diria que o dia está começando ou acabando? A sensação é a mesma, de embevecimento ante um aspecto isolado de Mãe Natureza: o sol se vai despedindo langoroso, ou começa a se mostrar? Aqui nada mais importa, senão a pergunta posta. Mas como a foto é coisa estática, amanhece na cabeça de muita gente, anoitece na cabeça de outras tantas...

26 fevereiro 2007

Obrigado, Natureza (SRebouças)

Eu não me agrado de paisagens em que o gelo toma conta de tudo, e o frio chega até nossa medula, tal a desolação que estas cenas me proporcionam. Igualmente aqueles ursos polares nada me dizem... Igual para as cenas desérticas, os saharas da vida: a água, o calor, o verde, o amor, o céu, as nuvens, as figuras de homens e mulheres e os demais animais...tudo completa o landscape do nosso prazer visual, que conta e muito. Mormente quando não são monopolisadores da paisagem. Porquê enjoam, naquele visual unicista. Despido de calor humano ou natural.
Querem ver uma paisagem que me toca? Esta daí de cima. Um pequeno muro de pedras, um céu cinzento, nuvens de chuva...e uma incrível árvore despelada, despida quase de suas folhas...mas VIVA!
E transmitindo paz, firmeza, posição, equilíbrio. Há uma tremenda centralização no enquadramento da imagem da árvore na paisagem, não sei se intencional ou não, mas há. E que me comove. Esta imagem parece também a dissecção de uma trama pulmonar, ou a trama de uma árvore circulatória, ou ainda a simples trama de uma folha desclorofilada, mostrando toda a ramificação por onde ela, clorofila, percorria a planta...Natureza macro e micro aqui irmanadas. Natureza maravilhosa, infatigável, fora do nosso entendimento, obrigado por existires.

Ao trabalho! (SRebouças)




Observe a perfeição plástica desta fotografia, como se uma Narcisa se contemplasse envaidecida e embevecida ao espelho.
De fato, a perfeição de formas, a excitação denunciada pela
turgência dos mamilos, o rosto misterioso que não descortinamos de nenhum jeito, a liberação dos vôos de imaginação erótica, tudo aqui é lindo, tudo aqui é desejável...até que você cai na real, olha para v. mesmo, caidinho, olha para a sua parceira, caidinha, e entende que o importante neste mundo não é a fantasia, a perfeição inalcançável do erotismo muitas vezes fabricado, é a realidade de um sentimento firme, forte e verdadeiro entre duas pessoas que se amam.
O sonho é necessário, e o acompanha a fantasia, mas a realidade é sempre muito mais forte e verdadeira; não há fuga possível para o caminho enveredado. Ao trabalho, pois, moçada!

24 fevereiro 2007

Gravatinhas & Charutos (SRebouças)

Mesmo para as décadas de 50 ou 60, causa um pouco de espanto ver a passagem do casal em pleno sol de Copacabana, a moçada toda em calções de lã ou helanca ou nylon, e eles trajados como se fossem a uma missa dominical. Guarda-sol empunhado pela dama, ele de chapéu, terno completo a que não faltaria nunca o colete, e...uma incrível gravatinha borboleta.
No início dos anos 70 meu padrasto ao "fazer a corte" a minha mãe, ambos viúvos de pouco tempo atrás, mas ambos sentindo os efeitos de uma solidão terrível a que não estavam acostumados, ia com minha mãe para um banco de praça conversar (namorar) e não haviam de faltar sorvetes e pipocas...Uma vez, em que saímos no meu fusca 68 para passear, ele, com sua gravatinha borboleta e camisa social de mangas curtas, puxou um charuto e poz-se a fumar.
De brincadeira, dissemos rindo quue ele ia dedetizar o carro...e imediatamente ele atirou o charuto pela janela...mas não ficou de trombas, era o temperamento educado, aliado à disciplina militar, que o fizeram agir assim. Felizmente pouco tempo depois, a conselho médico ele arquivou a gravatinha borboleta, o charuto, e viveram 19 anos felizes os dois.

Mario Quintana's (SRebouças)

"ESTA VIDA É UMA ESTRANHA HOSPEDARIA
DE ONDE SE PARTE QUASE SEMPRE ÀS TONTAS
POIS NUNCA NOSSAS MALAS ESTÃO PRONTAS
E A NOSSA CONTA NUNCA ESTÁ EM DIA"
Eu fui conhecer a figura e obra de Mário Quintana através a internet, por e-mails ou PPS e fiquei encantado à primeira vista; fui procura-lo nos motores de busca, Googles principalmente. Já era um velhinho pequeno, mas que irradiava muita luz pelo que dizia e pelo que escrevia. Uma figura simpática, lembrava-me muito o meu avô, gaúcho como ele, e em ambos a idade havia abrandado a severidade, a firmeza de traços que a mocidade sempre reserva para si.
Um papai noel sem farda e sem barba, sem volume físico, mas com que volume filosófico!...
Esbanjava definições acerca de coisas da Vida, traduzindo, explicando, iluminando, poetando,
fazendo de nossos sentimentos uma floração de revelações até então por nós impensadas...
Grande Mário Quintana, como pode uma ovelhinha do Senhor marcar tanto os corações de tanta gente?...

19 fevereiro 2007

Quase como esse... (SRebouças)

João Hélio devia ser deste tamanho, mais ou menos...

Um Gesto Apenas?... (SRebouças)


Este gesto, que demonstra solidariedade, procura, atenção, faltou naquele dia em que um menino de 6 anos, no Meier, preso a um maldito cinto de segurança do banco traseiro do carro de sua mãe, que fora assaltada, foi arrastado ao longo de 15 minutos e ao longo de várias ruas sem que os populares e os guardas de todas as qualidades (civil, militar, municipal) vissem o que se passava, não puderam perder seu tempo telefonando para a polícia, nenhuma viatura policial, nenhum particular viu o fato...uma criança sendo arrastada e morta ao longo de 15 minutos e não se registrou nada! E os 5 monstros dentro do carro da morte, às gargalhadas, fumando e bebendo, em fuga, pouco se lixando para aquela vida tão tenra que se ia perdendo...nenhuma compaixão naqueles bichos, que deviam terminar seus dias apodrecendo em jaulas...E as declarações das autoridades!...
Em que tipo de gente estamos a nos tornar, porra?...Para onde estamos caminhando, neste misto de desumanidade, de inércia, de indiferença para com nossos semelhantes?! Tudo tem um limite lógico! E não é assim que viveremos melhor, cuidando apenas do próprio umbigo.

Greta Garbo, um gênio misterioso (SRebouças)

Esta frase de GRETA GARBO ficou imortalizda; "I want to be alone!..." (Eu quero ficar só!")
Referia-se é claro à atividade incansável e bisbilhoteira dos jornalistas e fotógrafos, os futuros papaparazzi que hoje tanto atormentam as celebridades. Era sueca, naturalizou-se americana e seu nome completo era GRETA LOVISA GUSTAFSSON.
A SEGUIR REPRODUZO UMA PEQUENA BIOGRAFIA DA GRANDE ESTRELA
Actriz de cinema sueca, naturalizada norte-americana, conhecida por "a divina". Já tudo foi dito sobre esta mulher de rosto perfeito, com uma fotogenia fantástica, nascida em Estocolmo e radicada nos EUA desde 1925. Aos 15 anos órfã de pai, trabalhou em uma loja de modas. Descoberta pela publicidade foi convidada por E. A. Petschler para figurar num pequeno filme como banhista. Entrou para a Real Academia de Arte Dramática de Estocolmo, em 1922 e no ano seguinte faz o primeiro casting para cinema. Trabalhou com Mauritz Syiller, que lhe deu o apelido de Garbo. A sua celebridade seria conquistada nos EUA onde trabalhou no cinema mudo, que transpôs para o cinema sonoro sem quaisquer problemas, devido à sua voz profunda e sensual. O seu ar andrógino e frio criou o mito. As suas paixões foram um mistério e passou a sua longa vida sem nunca casar. Os papéis no grande ecrã são hoje, muitos deles, filmes de culto como "Amor", 1927, "A Mulher Divina" e "A Dama Misteriosa", 1928, "O Beijo", 1929, "Romance", 1930 "Inspiração", "Mata Hari", 1932, "A Rainha Cristina", 1934, "Ana Karenina", 1935, "Camille", (para os críticos o seu melhor filme) e ainda "Margarida Gautier", 1936, "Maria Walewska" (1937) "Ninotchka", 1939 e "A Mulher de duas caras", 1940 último filme em que entrou. Deixou de aparecer em 1947. Em 1955 recebeu o Óscar da Academia pelo conjunto da sua carreira. Saiu de cena no auge da fama tendo conquistado um lugar único na 7ª Arte.

Ilha de Paquetá (SRebouças)

Hoje em dia o pessoal se refere ao ato de fazer-se um piquenique como uma grande demonstração de cafonália, algo da cabeça de gentinha, enfim, uma discriminação econômico-social terrível, querendo significar que as famílias que assim procediam emporcalhavam os lugares que deixavam para trás...Santa ignorância... os ditos granfinos de hoje e desde já algum tempo, dão e deram suas manifestações já consideradas comuns, de 'civilidade', emporcalhando tudo, com jornais e revistas abandonados, vasilhames de plástico, de vidro, tampinhas e envólucros diversos, copos de papel, restos de comida, guimbas para todos os lados e com a agravante de muitos deles fumarem até maconha no meio das famílias. E fosse alguém reclamar! os pitboys como agora são chamados os antigos valentões, se juntavam e podiam até quebrar o cara todo...Na minha família só lembro de termos feito um único piquenique...em Paquetá, que é uma pequena ilha encantadora e foi um piquenique calmo, gostoso, tudo muito organizado, a família quase que em peso reunida, comida farta...galinha assada, pasteis, empadinhas, arroz, farofa, tudo a que a ignorantália torce hoje o focinho de desdém, sem nem saber do que estão falando! (como, minha senhora? se tinha feijão? não, senhora, não achamos que deviamos levar...e não foi por racismo, não senhora!...). E como andamos de bicicleta! nunca vimos tanta casa junta de bicicletas, havia-as de todos os tamanhos, para uma, duas, tres pessoas e até quatro...e aquele cheirinho de borracha dos pneus ... Sabiam que até hoje os carros são proibidos em Paquetá, exceto os de serviços públicos? É só bicicleta e charretes para todo lado...Uma delícia..

Casa Velha? Charme! (SRebouças)

Muita gente, ao se deparar com fachadas assim, há de exclamar: mas que lixo, tá precisando demolir...já eu me emociono e me perco em devaneios, penso no quanto esta casa pode ter vivido momentos de alegria, como devem ter alí ressoado cantos e risadas francas e saudáveis, como também quanto choro, quanto lamento ecoou dentro dela...
O conjunto por certo não parece ser o original, ou é ou foi comercial em baixo e residencial em cima.
Segue o mesmo plano de casas encardidas, sem conservação, que as outras casas ostentam.
Mas não perdem, ela e suas vizinhas, um tremendo charme...

A Minha Monark (SRebouças)

Estávamos no ano de 1950, em Campo Grande, cidade que tinha poucas ruas asfaltadas, cidade repleta de empórios...que não era ainda capital de uma das metades da divisão do Estado a ser efetuada muitos anos depois. Era o Ano Santo, mas a festa, a comemoração grande seria no Rio de Janeiro. Era também, o ano da Copa do Mundo aqui no Brasil. Meu pai servia na 9ª Região Militar, depois de concluir seu curso de Estado Maior aqui no RJ, na Praia Vermelha.
Calhou que um outro oficial teve de vir ao Rio, e meu pai pediu-lhe comprasse uma bicicleta para mim, que seria despachada para Campo Grande pelo serviço de cargas da Cruzeiro do Sul. Seu depósito, pequeno aliás, ficava a cem metros de onde nós morávamos. Depois que o tenente confirmou a compra, todo o santo dia eu passava na porta do depósito, olhos arregalados, e já nem mais perguntava: os moços já sabiam o que eu queria e abanavam as cabeças... Dias depois a bicha chegou, era muito linda, era verde metálica, tinha pneus balão e freio traseiro. Era muito pesada, eu tinha 13 anos, era um franguinho fracote, e nós morávamos num 2º andar, sem elevador. Como levar aquela monstrinha lá para cima? O porteiro era um mulato de óculos, olhos claros, forte, e um detalhe: não tinha o braço esquerdo, amputado na altura um pouco abaixo do ombro, por certo algum acidente sofrido.... Quando viu minha dificuldade, não falou nada: pegou a bicicleta e a colocou no ombro direito e fácil, fácil, levou-a para cima. Eu fiquei inerte e maravilhado: SUPERMAN havia operado um milagre de força...Na minha cabeça aquele porteiro era um trator...

Os anjos são homens... (SRebouças)

Pintura de Tarsila do Amaral
No início de cada geração
o verbo abundava
e o choro das crianças
também...
toda festa era uma
grande balbúrdia
um batizado uma
preparação,
uma comunhão era
a chegada de um messias...
Os aniversários eram
convenções barulhentas
só os enterros eram mais
rarefeitos.
Os casamentos,
anexações de terras
mesmo se os nubentes
nem as tivessem...
Mas as gerações
vão passando,
cumprindo seus ciclos
morre um ali
morre outro acolá
é morrido um outro,
se mata aquele lá...
e as viúvas aumentam
mais que os viúvos
logo elas que eram tidas
como a parte fraca da união...
Mas Deus sempre sabe lá o que faz:
afinal, os anjos são HOMENS...

18 fevereiro 2007

Até veres através (SRebouças)


Até que alcances a tua maturidade
sem dela se entristecer
até que te satisfaças
com o que conseguiste
até que as coisas comecem
a fazer sentido afinal
até que as palavras ganhem
um significado menos irreal
até que os teus pés
sintam-se novamente
em terra firme
até que a tua voz se faça ouvir
mais fortemente
até que tuas mãos reconheçam
só pelo simples tatear
a volta da pessoa amada
até que teu coração
pulse mais rápidamente
terás deixado
finalmente
de tentar
ver a vida
através um vidro
encharcado
das tuas próprias lágrimas...

16 olhos te olham... (SRebouças)


Porquê este conjunto de rostos nos chama a atenção, nos prende o olhar?...
Ah! sim, o que eles têm em comum é o formato dos rostos, os mesmos cabelos escuros, os olhos do mesmo tom...as bocas são quase idênticas, os pescoços visíveis, não são pousados sobre os ombros...os sulcos naso-labiais do mesmo tamanho...serão parte de uma grande família? Serão irmãos ou primos? Têm mais ou menos a mesma idade......Têm muito a ver uns com os outros para ser mera coincidência...
Fiquei com a sensação de que aqueles rostos na verdade pertenciam a uma só pessoa, uma manipulação de photoshop…mas examinando melhor, não. O que eles têm em comum, é o fato de serem rostos agradáveis de se olhar, sem despertar nenhum tipo de outra emoção…que não só olhar…

O Universo do Herculano (SRebouças)

Era uma vez um velho médico, solteiro, muito gordo, careca, de óculos de lentes grossas, muito afável com todos, e que estava lotado na Clínica Urológica do então IAPI (atual INSS) na Casa de Portugal, onde funcionávamos por convênio com os seus diretores. Herculano, este colega, que óbviamente esperava a sua aposentadoria ou então permanecia conosco para passar tempo, era mantido no seu cargo graças ao enorme coração de nosso então chefe, o Abdon Lins. Um dia o chefe nos procurou e a outro colega, bastante preocupado, pois o Herculano não tinha telefone, morava naquela mesma rua do Bispo, e há 3 dias não aparecia no serviço, logo ele que nunca faltava... Pediu-nos que dessemos um pulo ao seu apartamento, pois constava que ele morava sózinho. Foi o que fizemos. Conversamos com o porteiro, que por sorte ou precaução do Herculano, possuia uma cópia da chave para alguma emergência, e entramos. Logo percebemos pelo cheiro no ar que já era cadáver, e estava deitado em sua cama, plácido, um ar de felicidade no rosto, havia morrido em paz. Era um cordeiro do Senhor. Era um solitário, e nunca se queixou disso com ninguém. Era um homem eremita, levava uma vida ascética. O apartamento de sala e quarto tinha dependências completas, e nos surpreendemos ao constatar que o quarto de empregada, que não possuía um só móvel, estava ocupado, nas quatro paredes, por gaiolas dos mais diversos pássaros...Haviam mais de 40 gaiolas de todos os tipos...Eram a sua única distração na vida...o seu pequeno grande Universo.

Regresso virtual (SRebouças)


Um cheiro,
um ruído ou trecho de música,
um cheiro de fumaça,
um pequeno arco-íris desde a janela...
uma palavra antiga, um sorriso parecido...
são tantas as possibilidades de regresso virtual!
recordações tantas
armazenadas
nesta pequena caixa
que nunca para de pensar!
Um rosto, um sorriso parecido...
um olhar misterioso
como o que me encantou
anos atrás na despedida.
Saudade é palavra triste
mas encerra só coisas boas,
apertos de coração
espasmos de mãos
corações confrangidos
lágrimas caindo
indiscretas
como todo sentimento
que se procura ocultar...
(na foto, Colette e sua Pauline)

17 fevereiro 2007

Dois ovos estrelados (SRebouças)



Eu tinha 7 anos, estavamos em 1944, em Recife, Pernambuco, em trânsito para voltar ao Rio de Janeiro. Meu pai era da infantaria do Exército, e estavamos retornando ao nosso chão, onde estava toda a nossa família... Vinhamos de Campina Grande, na Paraíba, onde ele serviu ao longo de grande parte da Segunda Guerra Mundial.E eu estudara no Colégio D. Bosco, de padres salesianos, e isto voltaria a acontecer em 1950, em Campo Grande, Mato Grosso, numa época em que a divisão do estado em dois nem era cogitada. Não havia aeroporto em Campina Grande, então a gente tinha de se deslocar para o Recife, que tinha. O Hotel em que ficamos era enorme, mas o que ficou mais na minha memória foi o restaurante, enorme, janelas envidraçadas para o rio Capiberibe, toalhas brancas até o chão, os pratos brancos, os garçons de avental imaculado em cima de seu uniforme de trabalho, um cheirinho delicioso pairava no ar. Talheres de alpaca, copos de finos pés, enfeites no centro da mesa. Mas o que eu mais curti foi o café da manhã seguinte, quando pedi dois ovos estrelados (ou estralados, ou estalados, minha Senhora, tanto faz...) e aquilo desceu como um manjar dos deuses.As coisas modestas, baratas, pequenas, ficam impregnadas na nossa memória até o fim de nossas vidas. Eu tinha 7 anos, um a mais que o João Hélio, que não teve a chance de, já velho, batucar na internet suas memórias em flashes...

Dois tipos de animais (SRebouças)


Por favor, não se assustem...este animal é inocente, ele está isolado num quarto tão confortável ou mais que os destinados a certos jovens orgulhos de nossa sociedade organizada (como, minha senhora? o que é sociedade organizada? é aquilo que constitui o povo, todas as camadas sociais reunidas...a senhora pensava que eram os participantes do sindicato de arrumadeiras? ).
A avó dele já morreu há muito, de cinomose,
e ele só entrou no carro de seus donos, umas poucas vezes, nunca fez uso de um cinto de segurança no banco de trás...Ele está em quarentena em Cingapura, rotina, apenas, mas levada a sério nesses países menores...vocês já ouviram falar do sistema prisional, por exemplo, do Japão?...pois é... procurem se informar. É de nosso interesse, plenamente. E urgente, sem dúvida. Só 'eles' acham que não é tanto assim...mas todos eles contam com segurança, paga aliás do nosso bolso, e nesta lista cabem também carros blindados, rádios, helicópteros, vivem no paraíso que todos nós sonhávamos e não temos nem nunca teremos....

COMENTEM!...

O que se deve preservar? (SRebouças)



Hoje li no jornal que dois jovens, um de 12 e um de 16 que protagonizaram, o de 12, só e totalmente drogado, de uma sessão de facadas na velha avó e foi surpreendido pela polícia arrastando o corpo; e o outro, que fez parte da quadrilha de 5 monstros que arrastou João Hélio, 6 anos, em circunstâncias que nem vale mais a pena repetir...Pois bem, eu li que os dois estão recolhidos a uma instituição penal padre não-sei-o-quê, onde foram colocados em quartos individuais, por receio de que os outros menores 'façam algo contra os coitadinhos'.
Quartos individuais? Para estes monstros, estes inimigos da sociedade organizada? Quem sabe até têm suites? Quantos cuidados com os pobrezinhos....é de se louvar esta preocupação com eles...
Eu paro aqui para pensar nas centenas de presos amontoados, sem nenhuma diferenciação penal, todos convivendo, apertados uns contra os outros, dormindo irremediavelmente agarrados, sem espaço...gente que fez uma transgressão leve ao lado de assassinos, sequestradores e estupradores, na maior...e um diretor não declarou?: "precisamos preserva-los..." Preservar monstros?...e quem PRECISA? os funcionários de instituições que recebem seus salários de nosso bolso, desta nossa sociedade atormentada? Preservar o quê? Que grande desrespeito às pessoas e aos projetos de pessoas - crianças como eles - que não puderam vingar, que já não são mais desrespeitáveis, pois estão debaixo de 7 palmos de terra? E as famílias destas vítimas?...Traumatizadas para os restos de suas vidas...
Eu tenho muito medo. Medo que a sociedade, já saturada, rompa os grilhões da inércia destes governos, destas autoridades, destes juízes e defensores de "direitos humanos de marginais", lance os manuais de proteção à Criança e ao Adolescente (voltada in totum para a marginália, nunca para a gente de bem) a uma imensa fogueira, force a tomada de posições firmes destes políticos, acabe com a tolerãncia deste código penal ridículo. Que acabe na marra com este sistema de benefícios, progressão das penas, que transforma uma pena de 30 anos em 3 ou 5...QUEREMOS AÇÃO, MUITA AÇÃO!!! JUSTIÇA, MUITA JUSTIÇA!!! SEM MAIS ESPERAS!...

16 fevereiro 2007

Tal e qual uma concièrge... (SRebouças)

Eu fico aqui, no Casa da Çogra, como se fosse uma 'concièrge' em Montmartre, esperando que alguma alma se aventure por estas páginas, leia o que eu dreno aqui diretamente do meu coração, e deixe umas poucas (ou muitas) linhas, detestando ou adorando o que leu. Como a coisa já vai longe, são agora para mais de 250 posts, coloque o blog na sua área de trabalho e clique nele um pouquinho de cada vez...Basta v. clicar aqui dentro com o mouse da direita, criar atalho...e pronto. V. poderá voltar quantas vezes quizer e será sempre bem vindo(a). Falou?

VIDA FÁCIL (SRebouças) (foto web)

Antigamente, ao se referir às prostitutas, dizia-se mulheres de 'vida fácil'. Erro crasso! Nem a vida delas era (ou é) fácil, como aquilo nunca foi vida. Ter de se submeter a verdadeiros monstrengos, repugnantes físicamente falando, porcos, doentios, fedorentos, halitosos, sem banho,e sendo submetidas a caprichos muitas vezes reprováveis, com o clamor da AIDS sobressaltando toda a gente, a falta de higiene e de cuidados de preservativos, a carência de informações, a péssima alimentação, a falta de organizações de médicos a submete-las a exames de saúde periódicos, como se faz no minúsculo Uruguai...entidades fortes, tipo sindicatos, para protege-las em vários aspectos, de instrução, de informações, jurídicos, higiênico-sanitários, nada! Nada que as pudesse pensar que um dia teriam a seu favor algo como o Movimento Sem Terra, invasivo, marrento, organizado, uniformizado, fazendo o tolerável e o intolerável para fazer valer seus direitos...Claro que elas trocariam aquelas camisetas vermelhas já manjadas por algo imitando pele de onça...e haja parfume barato e espelhinhos de mão e pinças para tirar sobrancelhas, para esperar os clientes.... E finalmente a placa indefectível: "ACEITAMOS TODOS OS CARTÕES".

A Velhice é Implacável. (SRebouças)

Correu o mundo esta capa da National Geographic, e os olhos desta menina cativaram o público.O rosto, de traços delicados; mas nada ali sobressaía senão aqueles olhos, nem mesmo a expressão de expectativa, de incerteza, até de um certo terror. Havia, contudo, o frescor desafiador da juventude, nos traços que compunham um formoso rosto.Não fosse ela uma das vítimas diárias da situação trágica de um Afeganistão conflagrado. Pois bem, vários anos depois a revista foi buscar esta mesma menina, agora aparentando uma senhora de mais de 50, e fez idêntica foto com o mesmo tipo de roupa. Como resultado, uma decepção total: até parecia que aqueles olhos, que haviam cativado o mundo, haviam empalidecido, pelo envelhecimento, pelo desgaste da criatura...A velhice é implacável, meus amigos...

14 fevereiro 2007

Precaução Quae Sera Tamem...(SRebouças)

Esta é uma sugestão que poderá render muitos "viu? se não fosse termos colocado isto aqui...". Apoios de parede, em vários locais perigosos (ressaltos, degraus, escadas) da casa, mas principalmente nos banheiros, dos mais variados tamanhos e tipos, de materiais cromados, dourados, em ferro ou alumínio, mas todos colocáveis com extrema facilidade, firmes, sempre à mão (sem trocadilhos), são uma necessidade nas casas que têm pessoas idosas, mesmo que haja gente para cuidar de perto no momento do idoso se servir do banheiro para banhos ou para usar o vaso sanitário e o bidet ou o chuveirinho. Também no momento de ser enxugado o corpo, o apoio é valioso. Pensem nisso, é muito chato 'providenciar a tranca após a porta ser arrombada'...

João Hélio, 6 anos (SRebouças)

"Rosa e a filha conseguiram sair, mas, quando a mãe tentava retirar o menino do carro, os ladrões arrancaram com o veículo e a criança ficou pendurada do lado de fora, presa ao cinto de segurança. João foi arrastado durante 15 minutos, por 14 ruas, e o carro acabou abandonado em uma rua de Cascadura. O corpo do menino foi encontrado dilacerado."

Sabem, para além da barbárie, o que me revolta tanto quanto este sentimento de vazio, de inutilidade e impotência face à desumanidade destes 5 animais, é o fato de que durante 15 minutos o carro circulou por várias ruas da cidade do Rio de Janeiro, não houve um só engarrafamento, uma retenção de veículos, ninguém, nos carros à volta ou os transeuntes nas ruas, ninguém viu nada de anormal!!! Tampouco nenhum policial, da guarda municipal, da polícia militar ou civil presenciou o que se passava, não houve nenhuma comunicação entre rádios de viaturas, nenhum policial deixou seus afazeres de preencher seus cadernos de multas ou de se deixar ficar em seus postos, enquanto o carro fúnebre passava. Nenhuma pessoa usou seu celular para discar para a polícia - afinal não era com eles...
Foram 15 minutos, e aposto que o Corsa não estava passeando lentamente pelas ruas. A própria velocidade deles não chamou a atenção de ninguém como chamaria a passagem de uma ambulância com a sirene ligada. Somos todos cúmplices neste crime, João Hélio!... Perdoe-nos!...

13 fevereiro 2007

Troca Troca?... (SRebouças)

Esta eu sou testemunha. Uma nossa empregada semi-analfabeta,comentou:
"O Romário tem uma filha com o Sidney Magall!..."
"O quê, Rosalina? que história mais doida é essa?!"
"É sim...a filha dele tem a doença da Clarinha, da novela Páginas da Vida"...
Ela estava se referindo à sindrome de Down...


Mania de escrever ... (SRebouças)

Esta é uma mania que só engrandece a quem a possui; escrever é desopilar o fígado, colocar para fora sentimentos e sensações, viajar, saboreando, enquanto avança na construção de frases, muitas vezes antevendo as reações de outrem àquilo que está escrevendo.É uma coisa muito gratificante, na medida em que aí entra a associação de ideias, tipo conversa puxa conversa, e a escrita flui mais fácilmente.
Há pessoas que detestam escrever, há as que gostariam muito de escrever, as que escrevem mas não têm a verve necessária, os que até sabem e podem e devem mas são vítimas de uma preguiça invencível. Há os que cometem erros leves ou pesados de ortografia, que vêm desde os bancos escolares e mesmo aqueles que os cometem já burros-velhos
até os dias de hoje... os que acham que 'falou tá dito, tudo entendido'.
Há os amargos, os que te pôem down, e aqueles que ultrapassam as raias do lógico e do ponderavel ao se mostrarem mais realisticos que o rei em matéria de otimismo. Há os incolores, os destituidos de uma centelha de graça, há os tratadistas e citadores, só escrevem forrando sua escrita de aspas e autores. Há os que não formam frases com sentido, e há os que nem frases conseguem formar...
Mas uma coisa é certa; a mesma preguiça de escrever, as pessoas têm de ler!

Churchill & Tony Blair... (SRebouças)

“Eu gosto de porcos. Os cães olham-nos de baixo. Os gatos olham-nos de cima. Os porcos tratam-nos como iguais".
Winston Churchill"
Eu gosto de americanos. Os cães olham-nos de baixo. Os gatos olham-nos de cima. Os ‘porcos’ tratam-nos como iguais.
Tony Blair, d’après Winston Churchill

Verbos Novos e Horríveis...(Ricardo Freire)


Não, por favor, nem tente me disponibilizar alguma coisa, que eu não quero. Não aceito nada que pessoas, empresas ou organizações me disponibilizem. É uma questão de princípios. Se você me oferecer, me der, me vender, me emprestar, talvez eu venha a topar. Até mesmo se você tornar disponível, quem sabe, eu aceite.Mas, se você insistir em disponibilizar, nada feito.

Caso você esteja contando comigo para operacionalizar algo, vou dizendo desde de já: pode ir tirando seu cavalinho da chuva. Eu não operacionalizo nada para ninguém e nem compactuo com quem operacionalize. Se você quiser, eu monto, eu realizo, eu aplico, eu ponho em operação.Se você pedir com jeitinho, eu até implemento, mas operacionalizar, jamais.

O quê? Você quer que eu agilize isso para você? Lamento, mas eu não sei agilizar nada. Nunca agilizei. Está lá no meu currículo: faço tudo, menos agilizar. Precisando, eu apresso, eu priorizo, eu ponho na frente, eu dou um gás. Mas agilizar, desculpe, não posso, acho que matei essa aula.

Outro dia mesmo queriam reinicializar meu computador. Só por cima do meu cadáver virtual. Prefiro comprar um computador novo a reinicializar o antigo. Até porque eu desconfio que o problema não seja assim tão grave. Em vez de reinicializar, talvez seja o caso de simplesmente reiniciar, e pronto.

Por falar nisso, é bom que você saiba que eu parei de utilizar. Assim, sem mais nem menos. Eu sei, é uma atitude um tanto radical da minha parte, mas eu não utilizo mais nada. Tenho consciência de que a cada dia que passa mais e mais pessoas estão utilizando, mas eu parei. Não utilizo mais. Agora só uso. E recomendo. Se você soubesse como é mais elegante, também deixaria de utilizar e passaria a usar.

Sim, estou me associando à campanha nacional contra os verbos que acabam em "ilizar".Se nada for feito, daqui a pouco eles serão mais numerosos do que os terminados simplesmente em "ar". Todos os dias, os maus tradutores de livros de marketing e administração disponibilizam mais e mais termos infelizes, que imediatamente são operacionalizados pela mídia, reinicializando palavras que já existiam e eram perfeitamente claras e eufônicas. A doença está tão disseminada que muitos verbos honestos, com currículo de ótimos serviços prestados, estão a ponto de cair em desgraça entre pessoas de ouvidos sensíveis.
Depois que você fica alérgico a disponibilizar, como vai admitir, digamos, "viabilizar"?
É triste demorar tanto tempo para a gente se dar conta de que "desincompatibilizar" sempre foi um palavrão.
Precisamos reparabilizar nessas palavras que o pessoal inventabiliza só para complicabilizar.Caso contrário, daqui a pouco nossos filhos vão pensabilizar que o certo é ficar se expressabilizando dessa maneira. Já posso até ouvir as reclamações: "Você não vai me impedibilizar de falabilizar do jeito que eu bem quilibiliser".

Ricardo Freire

11 fevereiro 2007

Um Pedido Só

Um judeu caminhava pelo deserto, quando encontrou uma garrafa de Coca-Cola.
Ao abrir a tampa - surpresa! - apareceu um gênio:
- Olá! Sou o gênio de um só desejo, às suas ordens.
- Então, eu quero a paz no Oriente Médio. Veja esse mapa: que esses países vivam em paz!
O gênio olhou bem para o mapa e disse:
- Cai na real amigo. Esses países guerreiam há 5 mil anos! E para falar a verdade, sou bom, mas não o suficiente para isso. Peça outra coisa.
- Bom... Eu nunca encontrei a mulher ideal. Você sabe... gostaria de uma mulher que tenha senso de humor, goste de sexo, de cozinhar, limpar a casa, lavar, passar, que não seja ciumenta, que goste de futebol, aprecie uma cervejinha, seja fiel, gostosa, bonita, jovem, carinhosa e não se importe de eu não ter dinheiro.

O gênio suspirou fundo e disse:
- Deixa eu ver a merda desse mapa de novo ..

Queremos a Lei do Cão (SRebouças)

É assim que eu vejo - e comigo uma multidão silenciosa, mas não totalmente apática e fácil de enganar - a situação em que ficamos no Brasil, com estas leis penais arcaicas, a tolerância para com os criminosos, esta colcha de retalhos que é o nosso Código Penal, sempre apto a oferecer áreas de escape por entre suas malhas...
Queremos que as penas sejam efetivas, duras, rigorosas e sem nenhum artifício redutor de nenhuma natureza...Leis que não estimulem o pretendente, o aluno do CRIME ORGANIZADO, a quererem assumir seu posto no enfrentamento da sociedade. Que vejam, sintam, se conscientizem, que arriscar-se a ser preso resultará numa penalidade que nenhum rábula poderá atenuar. Nem nenhuma ONG de vagabundos poderá fazer-se ouvir. Não há pena de morte neste País? Então, a pena de prisão perpétua com integralidade, sem atenuantes, com trabalhos a serem feitos , (enquanto para tal houver saúde), como construções, aberturas de estradas, serviços diversos no campo e na cidade. Nada de amontoar presos, de misturar presos banais com monstros...Nada de faculdades do crime nos presídios, nada de celulares, advogadinhos trazendo drogas, armas, celulares e mensagens. Rudolf Giuliani neles!... Tolerância zero. Para pobres e ricos, pés no chão e colarinhos brancos. Todos não somos iguais perante a Constituição?

Vergonha, muita vergonha (SRebouças)

Às vezes me dá uma vontade de entrar numa mala e mandar que me despachem para bem longe daqui...Impossível assistir a todo um cerimonial de manifestação de horror, repulsa, asco e desgosto por mais um crime hediondo, sabendo que o ritual está novamente sendo cumprido e que vai redundar em coisa nenhuma, afinal. Das primeiras páginas dos jornais e capas de revistas, às declarações de políticos e autoridades, clérigos e outros, claro, sem nenhuma manifestação das ONGs de defesa dos "direitos humanos", a coisa vai sendo esquecida, novos crimes saem do forno e tomam o lugar do recém acontecido...quantas vezes já não vimos este mesmo filme?!
Quem não lembra do assassinato da filha da novelista Glória Perez? Os culpados, após uma pena curta, estão soltos e seus prontuários LIMPOS...Procurem se informar! Os churrasqueiros do indio pataxó em Brasília, que acham que aconteceu a eles? Que pena recebeu aquela moça de 18 anos que convenceu o namorado e um irmão dele a esmagar a cabeça de seus pais quando dormiam...não serão eles beneficiários daquelas penas que sofrem progressões redutoras de toda ordem e acabam em prisão quase simbólica?
Fechem esta mala, despachem-me para um país sério...

O Padre Novato (sempre vale a pena reler...)

Considerações sobre um Sermão (retirado do Cópia Carbono que por sua vez o tirou de algum outro...)
O novo padre da paróquia estava tão nervoso no seu primeiro
sermão que quase não conseguiu falar. Antes do segundo sermão, no domingo seguinte, perguntou ao arcebispo como poderia fazer para se tranqüilizar. Este lhe sugeriu que colocasse umas gotas de vodka na água e tomasse alguns goles antes do sermão, assim se sentiria mais relaxado.O padre seguiu a sugestão e sentiu-se tão bem que poderia falar com segurança até no meio de uma tempestade, de tão feliz e descontraído que se encontrava. Depois da missa , ao regressar à reitoria da Paróquia, encontrou esta nota do arcebispo:
Prezado padre:


1. Na próxima vez coloque gotas de vodka na água e não gotas de água na vodka.



2
. Não coloque limão e açúcar na borda da taça.



3. O missal não é um apoio para copo.



4. O manto da imagem de Nosso Senhor não deve ser usado como guardanapo.



5. Existem Dez Mandamentos e não doze.




6. Existiram doze apóstolos e não dez.




7. Não nos referimos a nosso Salvador Jesus Cristo e seus apóstolos como “J.C. e sua Banda”.



8
. O Papa é sagrado e não castrado; e não nos referimos a ele como “O Padrinho”.



9. Judas não enforcou Jesus, e Tiradentes não tem nada a ver com a história.



10. A hóstia não é chicletes, portanto evite tentar fazer bolas.




11. Backstreet Boys não estava na relação de músicas do coro.




12. Aquela “casinha” era o confessionário e não o banheiro.




13. Evite apoiar-se na imagem de Nossa Senhora, muito menos abraçá-la.



14
. A iniciativa de chamar o público para dançar foi muito plausível, mas fazer trenzinho e correr pela igreja, não.



15. Limite-se a sermões sobre religião e evite falar de futebol e política.



16. Água benta é para benzer e não para refrescar a nuca.



17. Nunca reze a missa sentado na escada do altar, muito menos com o pé sobre a Bíblia.



18. As hóstias devem ser distribuídas para o povo e não usadas de aperitivo para acompanhar o vinho.



19. Nem Bruce Willis nem Sharon Stone estavam na Reencarnação de Cristo.



20. Aquele pregado na cruz era Jesus Cristo e não Raul Seixas.




21. Edir Macedo não é Diretor Financeiro da Igreja Católica.



22
. Procure usar roupas debaixo da batina. Evite abanar-se com a batina quando estiver com calor.



23. O nome do Papa é Bento e não Daniel, e nenhum dos dois fez dupla com Xororó.



24. Belém, onde Jesus nasceu, não fica no Pará.



25. Judas vendeu Jesus no Sanedrin e não no mercado persa. E foi por 30 moedas de ouro e não por "dois conto".



26. Numa missa não se faz perguntas ao público, nem existem “placas” e “ajuda dos universitários”.



27
. Onde se reza a missa é no altar e não no “Picadeiro de Circo”.



28. Caim matou Abel com uma paulada na cabeça, e não com um chute no saco.



29. E, por último, o pecador quando morre vai para o inferno, e não pra a puta que o pariu.

Caetano em duas versões de Currucucu/Paloma (U Tube)

http://www.youtube.com/watch?v=wRIlj0BGz6Q


http://www.youtube.com/watch?v=WUdZYVESo3M

09 fevereiro 2007

Vestido de nú (Notas e Reflexões / blog/PT)


ISLÂMICOS DEBATEM O USO DE ROUPA DURANTE O ACTO SEXUAL.

O Egipto assistiu, recentemente, a um debate religioso no mínimo curioso. Ultrapassada a velha questão da luz acesa ou apagada, o problema que se coloca agora é se o casal deve ou não manter a roupa durante as relações sexuais. A controvérsia instalou-se quando um perito em lei islâmica alertou para o facto de a nudez completa do casal durante o acto sexual invalidar o casamento. Para contornar o problema surgiram propostas mais flexíveis: não haveria problema se o marido visse a esposa nua, ou vice-versa, desde que não desviasse o olhar para os genitais. Para evitar a tentação, o perito aconselha a que as relações sexuais ocorram debaixo de lençóis.


Extraido do blog português "Notas e Reflexões"




Desconfiança....(!) (SRebouças)


Um dia após a morte brutal de um menino de 6 anos, arrastado por um carro por sete quilômetros em um assalto, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), defendeu nesta sexta-feira a autonomia penal para os Estados brasileiros e a redução da maioridade penal no país.
O secretário de Segurança Pública do Estado, José Mariano Beltrame, vê a idéia com desconfiança. "
Esse é um assunto que precisa ser muito amplamente debatido por todas as esferas da sociedade. Entendo que não devemos nos basear em maioridade ou menoridade penal, e sim de perceber no momento do ato praticado pelo menor se ele tinha discernimento daquilo que estava fazendo ou se não tinha." (TODOS VÃO ALEGAR QUE NÃO TINHAM....)
Que se dane o garoto morto, depois de arrastado do lado de fora do carro em fuga, ao longo de 7 km, que se danem todos os jovensque já foram e ainda serão vítimas de brutalidades, abusos, agressões, assassinatos torpes, outros totalmente sem motivo, de vez que a proteção ao menor aqui nesta terra não se refere às pessoas de bem.
O secretário de Segurança Pública do Estado vê com desconfiança esta diminuição da idade em que os monstros deverão começar a receber o que merecem, e ainda é pouco: lembrem-se de eles que ainda têm a seu lado ONGs de proteção aos coitadinhos marginais de todos os naipes.Nós estamos, na verdade perdidos. Lembram daquele episódio do desarmamento civil?...
Sr. Secretário: os menores de idade além de serem fácilmente aliciados pelos criminosos, no meio deles têm ganho fácil, não precisam ser alfabetizados, se presos são liberados e protegidos pelo Estatuto de Proteção à Criança(....) e Ao Adolescente(....), se participam de assassinatos numa quadrilha serão sempre apontados pelos outros como aquele que apertou o gatilho ou causou danos de qualquer outra forma...como maneira óbvia de todos escaparem melhor dentre as malhas desta nossa Lei 'Mulher Rendeira'...Olhe o tamanho de nossa desconfiança, Sr. Secretário: pouca gente sai às ruas, os edifícios e casas gradeados, escassez de policiamento, armas inadequadas e em desvantagem qualitativa e quantitativa, salários ridículos pra enfrentar o banditismo...a impunidade grassando, as prisões lotadas, os juízes soltando...vamos só ficar desconfiando? OU VAMOS AGIR à Rudolph Giuliani?

08 fevereiro 2007

Gato ou cachorro? (SRebouças)

do blog português SENTIDO DAS COISAS

Há muita gente que prefere gatos a cachorros. Os argumentos principais são os tradicionais:
são muito independentes, apegam-se à casa, são muito limpos. Eu pertenço à outra facção:
gatos, pra mim, ficam bem em retratos, folhinhas, em filmes. São de resto, em geral, muito fotogênicos...mas aquilo que chamam de 'independência' neles, eu já chamo de parasitismo ingrato. Não pagam aluguel, condomínio, taxas de nenhuma espécie, não pagam nem a sua comida...Como, minha senhora? Gatos não têm bolsos pra guardar dinheiro?...Justamente, e não têm trabalho, aliás os cães também não, mas os cães pagam toda a despesa que com eles temos, com uma moeda de muito valor: poder-se-ia chamar esta moeda de AMIZADE, GRATIDÃO, AMOR INCONDICIONAL...Quando v. chega em casa, ou diáriamente ou após uma estadia fora prolongada, o gato nem sequer toma conhecimento. O cão se desdobra, faz strip-tease pedindo carinho, sacode o rabo, dá lambidas se v. deixar, late com tanta alegria que comove. O Gato? Nada! Se v. punir um gato físicamente, ganhou um inimigo pra vida inteira. Se v. pune ou faz uma maldade com o cachorro, ele não só não guarda mágoas, como esquece e ao primeiro chamado vem correndo ao teu encontro...É o próprio símbolo do perdão e do cristianismo nos 'outros' animais...e mais perfeito que nós, quer saber?

















07 fevereiro 2007

Poucos com muito, muitos com pouco.(SRebouças)

De René Magritte, pintado em 1961, conhecido como "La Pretre Marie", foi vendido em leilão da Christie's por 7,6 milhões de euros, quase o dobro do estimado.

Volta e meia recebemos a notícia de uma venda nas mais famosas salas de leilão em torno de um quadro ou outra expressão de arte, envolvendo enormes fortunas, até inimagináveis ao nosso simples imaginário plebeu. Somas que nos fazem imaginar que de duas uma, ou o comprador se satisfará com a colocação da obra de arte, certamente junto a outras de seu acervo particular, numa galeria totalmente secreta e segura e de seu acesso restrito, onde a curtirá egoisticamente, ou a doará a algum museu, coisa que aliás reputo seja bem menos provável.
O que quero dizer aqui é que me repugna a idéia de alguém pagar uma fortuna por um quadro como este de Magritte ou qualquer outro artista, quando melhor fazia aplicando esta soma em obras envolvendo caridade, proteção ao velho e à criança, aos aidéticos, à recuperação de vítimas de acidentes, à remodelação e recuperação do patrimônio de asilos, hospitais e prontos-socorros, criar fundações diversas, tanta oportunidade de se praticar o bem, de ajudar tanta gente.Mas há gente, dentro desta 'soi disant' humanidade que é podre, e quanto mais tem em dinheiro, menos tem em compaixão e amor ao próximo...














06 fevereiro 2007

Desbravar...porquê não? (SRebouças)

Dá vontade de entrar
por ela adentro...
ouvindo gritos, piados
rugidos
antes que chegue
a escuridão...
a inevitável
cíclica e
aterrorizante
escuridão...
Há tanto o que olhar!...
antes de chegar-lhe ao centro
para encontrar talvez
onças, leões, veados
e pequenos animais fugidos
buscando desnorteados
um possível abrigo,
um sítio que aconchegue
esta solidão...

foto Fer.Ribeiro Fotoblog FR / Aveiro - PT



05 fevereiro 2007

Eu quero (preciso) que partas de vez (SRebouças)

Encerrando ciclos, fechando portas,
terminando capítulos
- não importa o nome que damos,
O que importa é deixar no passado
Os momentos da vida que já se acabaram.

À Minha Mãe (1917/2005)

Eu quero que partas de vez
Como uma velha barca
Envolta em nevoeiro
Um apito triste ressoando
Uma pequena fileira de luzes
E o movimento tranqüilo
Da água a te envolver.
Eu quero que partas de vez
Que saias do meu pensamento
Onde tua lembrança
Aqui e ali me tiraniza
Pelo que sinto ainda,
Para poderes ficar indelével
Sagrada memória
Dentro do meu coração...
Enfim, é esta saudade de um
Querer impermeabilizado
Que há de cicatrizar
Finalmente
Esta dolorida forma de amar
Esta sofrida maneira
De me conformar
Com esta partida, envolta em nevoeiro.

Pintura: Salvador Dali


Tudo um Nada (S.Rebouças)


Janela de um sentimento,
vertente ou ápice atingido.
Digo sem palavras soletrando
as letras que vou
lentamente aprendendo.
Quero dizer mas não sei
onde estão teus ouvidos,
onde está tua boca,
onde estão teus olhares.
Tudo tão vazio
como o interior
de uma geladeira abandonada,
de uma casa abandonada
de um lugar abandonado
num Google Earth do nada.
Foto de HP Serra/ blog do Beto PT

Arco do Triunfo (S. Rebouças)

Estas árvores espetadas,
secas aparentemente,
apontadas para o céu...
Este caminho de terra a
convidar-nos a um passeio...
Um arco do triunfo em galhos secos
apresentando uma vegetação
ao fundo, uma esperança
de primavera retornada.
Amplitude na simples
simplicidade do meu gostar,
que é só meu.

HP Serra / Blog do Beto PT

04 fevereiro 2007

Casario com capela (S.Rebouças)

Um casario tão pobre, mas um conjunto de casas que nos fala ao coração: ali só habita gente humilde, que com certeza tem dentro do peito uma religião verdadeira, uma convicção talvez raiando pelo fervor extremado, mas sincero, ostentando de dentro da sua humildade a serena certeza da fórmula natural de um bom viver: trabalho, amor e religião irmanados. A capela assinalada pela placa na esquina nos dá margem a imaginar que é de uma pobreza franciscana...nada a ver com aquela ostentação do Vaticano e outros monumentos religiosos piedosamente espalhados pelo mundo católico. A foto é de uma rara felicidade, o fotógrafo nos disse laudas de papel com um simples clique...

do foto blog português FR /Chavez Aveiro-PT








Boca-a-boca... (Maria Amália Camargo)

MUITO ENGENHOSO...
Na boca do estilista tem jaqueta.
Na da rainha, coroa.
Na do botânico, raiz.
Na do engenheiro, ponte e canal.
Na da banhista, fio-dental.
Na boca do jogador de basquete tem pivô.
Na da manicure, esmalte.
Na da arquiteta, arcada.
Na do eletricista, aparelho.
Na do desconfiado, "dente-de-coelho".
Na boca do maquinista tem "limpa-trilho".
Na da juíza, siso.
Na do anfitrião, porcelana.
Na do bilheteiro, "janelinha".
Na do porteiro, campainha.
Na boca do gato tem canino.
Na do astrônomo, céu.
Na da fofoqueira, língua de trapos.
Na do bezerrinho, dente-de-leite.
Na do vingativo, dente por dente.
Mas da boca do banguela só sai o refrão:
"Mourão, Mourão, toma teu dente podre e dá cá meu são!"

Maria Amália Camargo é santista, formada em letras e é autora de "Laranja-Pêra, Couve-Manteiga" e "Acra de Eon", ambos da editora Girafinha.

O tempo passa voando! (S.Rebouças)

Certas pessoas caminham às cegas, sem encontrar um alguém que seja um amparo, uma muleta, um conselho, um braço firme, uma referência de vida... Já outros encontram, mas não o mantém, mercê de seus próprios defeitos, e aqui sem dúvida o mais destruidor, o mais letal, o mais desprovido de antídotos é o Ciúme. Que sentimento tão semelhante à ministração da cortizona...
Se usado em pequenas quantidades desinflama pequenos atritos entre as pessoas, harmoniza-as da melhor maneira possível, é um santo e necessário remédio. Agora, abusou...sai de baixo!
Usado em excesso, logo vem a síndrome da perda das estribeiras, do cafajestismo, da babelização da linguagem entre dois seres, da perda de comunicação definitiva, do estrangeirismo que se instala entre eles...É irreversível e não adianta se arrepender. Parece um medicamento que passa a só ter contra-indicações, perdendo totalmente suas indicações primárias...A todos(as) eu aconselho: ciúme só em doses homeopáticas, como uma necessária prova de amor que o parceiro até recebe com satisfação e orgulho; se não...

03 fevereiro 2007

Retrato de uma morte ideal num por de sol (S.Rebouças)


Foi esta a melhor imagem que encontrei para definir o ideal de um finalzinho de existência, quiçá uma passagem calma, tranqüila, sem sobressaltos ou lágrimas, dores ou traumas, uma coisa natural, fluindo em paz, com o alívio de quem parte, com o alívio de quem fica, sabendo que a estrada da degradação física e mental acabou para aquela pessoa, aquele ente tão querido, ou até não, mas sempre uma pessoa que fez parte de nossa vida e agora fica-nos aquela saudade do irreversível.
...................................................
Quando eu escrevi este post, eu apenas me concentrava na morte por velhice, uma passagem tranqüila, idade avançada, e coisa e tal. Não havia acontecido, aqui no Rio de Janeiro, aquele episódio em que uma criança de 6 anos foi arrastada, do lado de fora de um carro em fuga após um assalto, presa por um cinto de segurança, ao longo de 7 quilometros. Esta morte chocantemente reveladora de que em muitos de nós reside uma besta-fera, que é preciso reprimir a qualquer custo, me confirmou o velho ponto de vista: pena de morte ou prisão perpétua para estes animais. Isto não é gente. Estes não são humanos. Estes não merecem nada.
Não me venham com os beneplácitos da mamãe lei para coitadinhos marginais, como este maldito regime de progressão de penas, voltada para a redução delas.
Vamos endurecer de vez este código penal gelatina e habitado pelas ONGs indecorosas que ignoram as gentes de bem e são todas cuidados com os pobres assassinos e que tais.
Chega de tolerância!

Espere sem desespero (S.Rebouças)

Do íntimo de ti percorres
teu passado em busca do futuro...
uma nebulosa de que te socorres
para sonhar neste chão duro.
Não há lágrimas a verter:
a poeira do silêncio te envolve
ocultando o teu querer
e deste modo te resolves...
Tenho pena, até confesso
de tanta bobagem feita
neste nosso 'intermezzo'
que já nada mais aceita!...
O adeus é meramente
um resultado normal:
morta a planta, uma outra semente
hás de plantar, afinal!
foto do fotoblog português FR PT

O Seio Da Floresta (S.Rebouças)

Dá vontade de entrar
por ela adentro...
ouvindo gritos, piados
rugidos
antes que chegue
a escuridão...
Há tanto o que olhar!...
antes de chegar-lhe ao centro,
onças, leões, veados
pequenos animais fugidos
buscando desnorteados
um sítio que aconchegue
toda esta solidão...

do fotoblog português FR fotos /Aveiro, pT