SEGUIDORES
31 janeiro 2007
Solilóquio em Si Menor (SRebouças)
Talvez contraproducentemente
Para gente que não se comoveu:
Para uma platéia que me não desmente
Embora esteja sempre presente
Simplesmente porquê ela sou apenas eu...
Fá-lo, este solilóquio, arrancado
Do fundo deste meu coração
Para um par de ouvidos embotado
Introspectivamente perdido
Na relojoaria do não
Da negativa padrão
Eu falho – e que adianta reclamar
Compulsivamente
Contra esta gente que
Atrabiliariamente
Faz-me parecer um palhaço
Soliloquiosamente só.
Mário Quintana passarinho... (SRebouças)
Mário Quintana passarinho.../
Meu coração confrangido/
à toa eu sei que ele está./
As imundícies se repetem/
se renovam,/
se reformulam/
encontram outras expressões/
infatigavelmente/
e Mário Quintana passarinho.../
Abutres, tucanos, falcões/
urubus, tanta carniça/
adejando o lixão/
do mensalão, impunes,/
Haja mala! haja cueca!/
e Mário Quintana passarinho.../
A Esmoler (SRebouças)
30 janeiro 2007
COMPANHEIRA (SRebouças)
Tire a mão do meu bolso/
Tire seus olhos de mim/
Durante estes cinco primeiros meses/
Estou grávido dos teus impostos/
Acachapado por tuas taxas/
Apavorado pelos compromissos/
Obrigatórios que me impões/
Eu quero meus direitos/
Humanos ou desumanos/
Minha CPMF no rumo certo/
Mais ladrões trabalhando/
Longe da política e da polícia/
Quero juízes de futebol/
Menos nocivos que os Lalau.../
Quero esta coisa embaralhada/
Repartida, cortada e recortada/
Toda esclarecida/
À luz de velas sigo/
O enterro da decência/
No caixão/
No sacolão/
No mensalão/
Nas costas um vergão/
Dois, três, um porrão/
E assim fico atrelado/
Ao poste da minha/
Autoflagelação companheira/
Sergio Rebouças 30/01/2007
DROGA! (SRebouças)
Avassaladoramente/
Destrói os liames da minha/
Auto-estima a se perder.../
Traz o instrumento do prazer/
Em prol do gozo da fumaça/
Ou do pó a se percorrer/
Em carreiras.../
Injeta! Cheira! Inala!/
Injeta! Cheira! Inala!/
Lindos sonhos encobrem/
A imundície a se esconder/
Estou desligado? Ligar o quê?/
Não tenho presente/
Não tenho passado/
Não tenho futuro/
Não sei o que sou/
Ou se jamais serei.../
Fugi da luta ao primeiro revés/
Encolhi o peito pra não chorar/
Mordi os lábios pra não gritar/
Finquei os pés na lama/
Pra não desertar/
Vai aí uma dose, xará?
Sergio Rebouças 30/01/2007
PERCURSO (SRebouças)
Caminhos percorridos
Hei árduamente escutado
Sons apenas cantilenados
Hei enxugado lágrimas
D’algum lugar sem órbitas
Apertei mãos que me catavam
Mas não tinham dedos
Sorri sem achar graça
Para além do engraçadamente
Ouvi palavras nunca completadas
Completamente...
Caminhei sem trilhas
E sem documentos
Velosamente, caetando
Fernandopessoamente
Para além do metafísico
De uma boca suja de chocolate
Não vou mais à Tabacaria
Não voltarei à Bahia,
Nesta trilha em que
Os pés não obedecem
Que os olhos já não vêm,
Os ouvidos são meros buracos
E as lágrimas não têm
Por onde mais sair...
Sergio Rebouças 30/01/2007
Por Uma Letra...(Ghost é brincadeirinha...)
mas errou uma letra sem se dar conta e o enviou a outro endereço....O e-mail foi recebido por uma viúva que acabara de chegar do enterro do seu marido e que, ao conferir seus e-mails (*)desmaiou instantaneamente. O filho, ao entrar em casa, encontrou sua mãe desmaiada, perto do computador, em que na tela se poderia ler: Querida esposa: Cheguei bem. Provavelmente se surpreenda em receber noticias minhas por e-mail, mas agora tem computador aqui e pode-se enviar mensagens às pessoas queridas. Acabo de chegar e já me certifiquei que já está tudo preparado para você chegar na sexta que vem. Tenho muita vontade de te ver e espero que sua viagem seja tão tranqüila como está sendo aminha. OBS: Não traga muita roupa, porque aqui faz um calor infernal!
(*) comentário indispensável: qual a esposa que vem do enterro do marido e vai direto à internet para ver se chegaram e-mails?...
28 janeiro 2007
E tome desmatamento...(SRebouças)
Seriam necessárias toneladas de papel (reciclado, de preferência) para descrever as benesses que a vegetação oxigenadora nos traz, desde o pequeno vaso no peitoril da única janela de um minúsculo apartamento até as florestas, tão frequëntadas na mídia pelo relato diário de desmatamentos criminosos: e v. não vê as autoridades tomarem medidas eficazes para combater este crime, que atinge não só a população local, como a global. Incêndio atrás de incêndio, moto-serra atrás de moto-serra, a área de destruição aumentando...e o quê?...
"Está tudo bem, vamos tomar providências, instalar uma comissão para investigar estes procedimentos, os criminosos serão punidos com o rigor máximo da lei..."
(ai ai, que medo...o rigor máximo da lei, que medo, gente...) e tome mais desmatamento!
Cativeiro amoroso (SRebouças)

a Millie, que possui uma família amiga nossa totalmente à sua mercêe já foi mãe de dois tenros daschundinhos, foi por nós submetida a uma experiência de collage usando o PICASA, e a coisa saiu assim: claro que é só uma brincadeira, pois esta raça se dá admiravelmente bem com o 'cativeiro amoroso' em apartamentos...com seus súditos à sua volta, é claro...
Raça que como poucas gosta, exige, necessita de confôrto, parece gente...
E tem um detalhe; inteligentes demais, não é difícil ensinar-lhes as coisas, desde que se tenha um pouco de paciência. Sentem, pressentem no ar o que queremos, e igualmente nos deixam saber sem serem nenhum mímico como Marcel Marceau o que querem de nós...
Ouro Preto à beira mar...(SRebouças)
HELP!... (SRebouças)
futebol... mas é uma proteção para crianças pequenas na janela ou varanda de um apartamento.
Poderia ser usada, já que indispensável (e é odiosa convivência para os adultos) para mostrar que a vida lá fora é linda e deve ser sempre levada distante de qualquer tipo de grades, nylon, arame ou ferro...
Então, quando as crianças começassem a se tornar adolescentes, um tema recorrente dos pais seria: "olha lá, não faça na vida o que pode redundar em cadeia...a vida lá não é nem um pouco agradável...muito diferente daqui de dentro...ser homem não é se misturar com valentões e viciados, v. é homem por aquilo que v. é dentro de você...pelas qualidades de caráter que v. aprendeu com seus pais e mestres, a dignidade do trabalho e do estudo só te levam pra cima..." e assim por diante.
O chato é quando os mestres são desinteressados e medíocres, a família é desorganizada e cada um vai para seu lado...aí o jeito é gritar: HELP!...
Um pequenino depoimento (SRebouças)
Quando o conheci, há muitos anos, o aspecto era de abandonado.
Deve ter mudado de mãos, nova direção.
Renovação total, simpatia triplicada...
Na próxima vez que for a Terê vou procurar saber o nome deste formoso hotel. E conto para vocês, claro...
Anticonstitucionalissimamente sonhado (SRebouças)
A criança saiu contente, aos pulos. Só esqueceu de agradecer. Perto de mim um bando de rapazolas conversava. Era na nossa lingua natal, tenho quase certeza. Só que eu não entendia nada. Contemplei os outros velhos na praça. Alguns e algumas com acompanhantes ao lado.
Uns tinham um ar de lagarto ao sol. Outros ostentavam um sorriso inerte, desligado.
Não devo escrever muito. O médico me disse que as pessoas são alérgicas a letras. Coitadas.
Recomendaram-me Hemingway...(SRebouças)
Já sei; vou fazer um blog para aposentados chamado "A Velha Aranha"! Aguardem...
27 janeiro 2007
A casa amarela (SRebouças)
, seca, superpovoada e super-ocupada por empresas comerciais - e com um agravante: não tem serviço de esgotos, funciona tudo na base da fossa sanitária. Na verdade, deixou-se construir e construir e construir livremente, e quando foram ver já havia escapado de contrôle...O que não faz a especulação imobiliária!Mas voltemos à velha casa amarela, uma escola antiga, à antiga, sem os caprichos arquiteto-politiqueiros a atrapalhar sua rotina, apenas a evidente falta de verbas...mas quando existe verba para coisas realmente úteis nesta terra?
Consigo ouvir as cantilenas comandadas pelas professoras, as carteiras de madeira já desbotada pelo tempo e pelo desgaste, os alunos nem todos com seu uniforme em bom estado...afinal aquela não é uma escola de elite...Quando eu morava, garoto, em Copacabana, havia um colégio público, o Cócio Barcellos, e diziam que o nível de ensino ali era muito bom. Com o advento brizolista criaram-se aqueles CIEPs infestados de adolescentes "mal orientados", e as turmas viraram parcialmente turbas, intimidando alunos e professores e professoras, inclusive as diretoras.
A maioria destes CIEPs foi erigida à beira de estradas, para melhor vizualização política, às vezes longe dos grupos de moradores mais próximos na região...entende-se...o ensino não era a prioridade desta gente. Aliás, até hoje, Saúde, Segurança e Ensino são balelas para nosso povo pagador de tantos impostos e taxas. E a tendência é pagar ainda mais.
Evocações alegres e tristes (SRebouças)

VAMOS EVOLUIR? (SRebouças)
A leitura é uma espécie de cachacinha para muitos de nós. Infelizmente, para uma grande porção de nossos companheiros temporais aqui nesta passagem terráquea, ler é algo mais estafante que fazer uso daquelas máquinas de caminhar que se encontram nas academias de ginástica. Infelizmente, também, a nossa juventude não gosta, em sua imensa maioria, de leituras, assim como usa o computador para se comunicar estropiando o vernáculo (vernáculo! que coisa mais antiga...vão pensar quer eu sou velho, e eu só tenho 70 anos....) e ignorando algo com mais de tres linhas... No meu tempo (no meu tempo! outro denunciador...) a gente lia livros de histórias infanto-juvenis alentados, coisas do tope de um Monteiro Lobato, um Hans Christian Andersen, Júlio Verne, Alexandre Dumas... meu Deus, eram tantos e tão bons estes autores, a gente literalmente viajava - embora nesta época nós nem conhecessemos esta gíria...- e lembro aqui a coleção indispensável do "Tesouro da Juventude", que saudades! Moçada, resgate o prazer da leitura, ela dá ensinamentos preciosos para a Vida, entretém, faz com que empreendamos viagens incríveis, aumentemos nosso vocabulário oral e escrito. Faz-nos crescer, amadurecer, enfrentar a Vida com mais arrojo, mais certezas. Uma pessoa sem leituras é como um cachorro sem faro...
26 janeiro 2007
Um Novo Modo de Orar... (SRebouças)
A nossa vida pode decorrer numa simplicidade franciscana, ou de uma maneira kafkiana, mas na verdade nem sempre a gente pode escolher seus rumos... Uma vida pode bem ser comparada a um saco de grãos todos iguais onde v. é um deles..O Homem põe e Deus dispõe...não é este o dito popular? Quantas vezes fazemos planos, lançamos nossas míopes vistas sobre um futuro mais atrevidamente previsto, para vir aquele cortador de unhas divino a aparar as garras da nossa audácia, nossa presunção, devolvendo-nos à realidade. Eu acho mesmo que nossas orações diárias deveriam sair do torpor daquela cantilena de aves-marias e padres-nossos e fazermos algo mais criativo, mais objetivo, agradecendo ao Senhor as benesses, os favores suplicados e alcançados, não esquecendo de agradecer também pelos não alcançados, porquê não foi mesmo possível nem pra Êle...Sendo orações vindas do fundo de nossos íntimos, sem repetições robotizadas, estaríamos traçando uma linha de comunicação virtual mais consistente com esta entidade a quem no ocidente chamamos Deus, e que naturalmente é UNO ao redor do globo terrestre...ou alguém tem dúvidas? (Mudam as religiões mas Deus é um só). O expontâneo é sempre mais verdadeiro que o declamado automaticamente...eu pelo menos penso assim. Gostaria de ser um homem religioso, mas infelizmente não sou um praticante da religião. E querem saber? Sinto-me muito vazio com isto perante as dúvidas e incertezas que convivem com toda a gente que pensa um pouquinho no sentido de tudo isto que presenciamos.
Mas na maneira de viver a vida, me sinto mais perto de Deus, pelos meus atos e pensamentos, que muitos por aí, que vivem batendo no peito e frequentando a Missa todo fim de semana. E se não sou santo, não sou hipócrita. Definitivamente.
Eu sei fazer concessões... (SRebouças)

mando cartas a todos os parlamentares elogiando suas atuações íntegras no Senado e na Câmara, peço ao Judiciário para abrandar um pouco as penas da lei contra os pobres marginais, tão sem direitos humanos...mas antes que algum pivete pegue um de vocês, deixe uma lembrança sua neste blog, agora sob velha direção...
25 janeiro 2007
NEM UM POUCO!... (SRebouças)
Minha avó paterna morreu de pneumonia e no ano seguinte passou a ser comercializada a Penicilina de 400.000 unidades, que curaria sua doença em uma dose única...Tantas doenças de lá para cá passaram a ser melhor diagnosticadas, tratadas devidamente, curadas definitivamente...A saúde no campo científico melhorou e muito. Melhorou com isto a raça humana? Nem um pouco!Em todos os campos da inventiva humana aconteceram melhoras radicais, chegamos ao atrevimento de pisar na Lua, pondo por terra o romantismo teimoso dos poetas e dos enamorados...Melhorou com isto a raça humana? Nem um pouco!
Do obscurantismo e da ignorância das eras passadas caminhamos passo a passo para a iluminação das grandes descobertas, o bicho homem passou a contar com deslocamentos rápidos e seguros, e graças aos computadores avançou no tempo e venceu barreiras...Melhorou com isto a raça humana? Nem um pouco!
A informática, os meios de comunicação, a possibilidade de percorrer grandes distancias em tempos curtos, dariam para o bicho homem ver realizada a sua necessidade de uma administração eficiente e que lhe desse segurança, saúde, tranqüilidade quanto ao futuro...Melhorou com isto a raça humana? Nem um pouco!
23 janeiro 2007
22 janeiro 2007
21 janeiro 2007
20 janeiro 2007
20 anos (SRebouças)

É triste compreender que 20 anos de convivência não foram 20 anos de conivência...Não foram momentos de real ligação, de real entrosamento, de uma amizade sólida e frutificada, aquilo que transforma dois seres humanos de amigos em irmãos-não-de-sangue...aquilo que nos faz sentir que viveu-se uma vida entrelaçada com a de outra pessoa. Que acrescentou-se à nossa vida a vida de uma outra pessoa. Amigos, sim, esta era a palavra chave - só que só foi chave realmente de um lado e não do outro. 20 anos de 'amizade', em que um sempre se beneficiou e manteve seu lado, defendeu seu lado, viveu seu lado, e o outro lado...acolitou, apenas. Nunca houve uma preocupação pelo menos circunstancial com a saúde do seu amigo, a preocupação genuína de fazer algo mais que 'andar dois quarteirões para comprar água mineral' - nada a ser comparado com os Doze Trabalhos de Hércules...Estou aqui frente ao computador aguardando o término interminável de um scan disk, e olho ao redor, procurando algo com que me distrair, vejo alguns livros dos muitos que deixaste para traz. E fiquei surpreso, pela variedade de títulos, nunca a nenhum dos quais me fizeste a mínima referência...e olha que eu não sou exatamente um boçal de botequim...Fiquei surpreso, sim, com a vacuidade de nosso relacionamento de amigos, a impenetrabilidade de uma intimidade sempre fechada em copas, sempre os segredos, sempre as inverdades, sempre as meias palavras, e do outro lado a tolerância por demais elástica, como reconheço hoje. Eu que não tenho nem nunca tive nenhuma atração por obras tipo John le Carré !...Eu tenho pena que sejas e vivas assim, isolado na tua torre de marfim de um grande ego vazio...Espero que encontres - e encontrarás, tenho certeza - outros amigos que te moldem ou então que te desculpem...e neste caso volta tudo à estaca zero...
Antigo X Moderno (SRebouças)

Esta foto de uma velha porta me chamou a atenção, por juntar uma peça antiga que substituia à época a campaínha, e uma fechadura moderna, atual...
Quantas vezes esta mãozinha não bateu à porta, suave, temerosa, esperançosa, raivosa, absorta,
esta aldraba a registrar a pulsação de momentos e acontecimentos, quantas vezes mãos enamoradas a usaram, ou crianças e velhos esmoleres, ou negrinhas procurando emprego na casa?
Suas pancadas surdas ressoando pela casa toda...Tão eficiente se mostrou em seu mister que a passagem dos anos a manteve, convivendo com uma fechadura moderna, onde havia dantes um buraco tosco a agasalhar uma chave grosseira de então...
Há gente que prefere gatos... (SRebouças)

Podem dizer o que quiserem, mas eu sou mais eu em termos de amizades...Sou fiel, sou companheiro, não sou falso, não minto, não sou traiçoeiro, se vivo contigo é porquê gosto de estar junto, de dividir espaços, de compartilhar momentos bons e ruins, não tenho duas caras, sou sempre assim como me vêm...
Se eu tivesse dinheiro próprio ou como ganha-lo, retribuiria sempre o que me fizeram de bom....porquê o de mau eu sempre perdoo.
Eu sou assim, é índole nossa, os caninos...
Baleia Casa?...(Clique: RadioHead CREEP)(SRebouças)

"Ontem vi um outdoor da Runner, com a foto de uma moça escultural de biquíni e a frase: Neste verão, qual você quer ser?Sereia ou Baleia?
Respondo: Baleias sempre estão cercadas de amigos. Baleias têm vida sexual ativa, engravidam e têm filhotinhos fofos. Baleias amamentam.Baleias nadam por aí, cortando os mares e conhecendo lugares legais como as banquisas de gelo da Antártida e os recifes de coral da Polinésia.Baleias têm amigos golfinhos.Baleias comem camarão à beça.Baleias esguicham água e brincam muito.Baleias cantam muito bem e têm até CDs gravados.Baleias são enormes e quase não têm predadores naturais.Baleias são bem resolvidas, lindas e amadas.
Sereias? Sereias não existem. Se existissem viveriam em crise existencial: Sou um peixe ou um ser humano? Não têm filhos, pois matam os homens que se encantam com sua beleza... São lindas mas tristes e sempre solitárias...Runner, querida, prefiro ser baleia!"
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(A Academia Runner retirou o outdoor. )
18 janeiro 2007
Aplausos silenciosos não se ouvem (SRebouças)

O Autor chegou ao pequeno teatro pouco antes de as luzes se apagarem. Sentou-se na última fila, observou que a plateia estava mais para cheia que vazia. Não havia sons de conversa, nem se mexiam as pessoas, ou gesticulavam, viravam-se para trás, como é usual nos teatros. Pareciam bonecos, todos muito iguais, posturas idênticas, mãos nos joelhos, cabeças voltadas para frente.
A cortina se abriu, restou na plateia uma luz difusa, vinda do cenário, todo ele fotográfico, principalmente. A peça, chamada "O blog da vida de cada um" começou, e os quadros se foram sucedendo, o Autor embevecido com sua modesta obra, nem reparou que não havia nenhum movimento de incentivo por parte da plateia, mas tampouco parecia ela presa ao desenrolar do blog...Até que afinal a peça terminou, a cortina se fechou, para abrir-se logo em seguida, com os atores todos de mãos dadas de frente para a platéia. Pareciam cães a abanar o rabo que não tinham, ansiosos, mas...os aplausos não vieram. A cortina se fechou novamente, a escuridão agora era total,
os bonecos começaram organizadamente a se retirar em fila como num ensaio de alarme de incêndio.
......................................................................................................................................................................
Por fim, só restou no Teatro o Autor, encolhido e triste, decepcionado mesmo. Mas disposto a não se deixar abater e a continuar sempre em frente. "The blog must go on!...."
17 janeiro 2007
Consultório do dr. Sérgio... (SRebouças)

Esta é uma secretária minha, exclusivamente minha, que não trabalha no consultório. Sem ser uma profissional, seu atendimento aos clientes por telefone encanta à maioria, porquê ela fala com eles como falaria com um amigo, ou um parente, conversa com eles, é educada, agradável, faz por minha agenda o que as quatro recepcionistas do consultório nunca fizeram nestes mais de 35 anos de labuta: a confirmação de comparecimento e a lembrança de dia e hora das respectivas consultas. A ela os meus melhores agradecimentos. Seu nome é Celene, mas os clientes quase que a chamam de tia, amiga ou comadre...
16 janeiro 2007
1 exercício em ... mente ( a Salvador Dali )
Figurativas sómente,
omníricas absolutamente,
indefinidas completamente,
fantasiosas igualmente,
vejo-vos respeitosamente,
assim unas como corpo e mente.
15 janeiro 2007
Cuidado! Curva à Frente (Clique: RADIOHEAD / 2+2=5)(SRebouças)

Para quem tem noções rudimentares de transito, esta foto mostra uma curva à direita, com proibição de ultrapassagens. Mas esta foto ensina algo muito importante na nossa vida: nunca ultrapasse ninguém de maneira injusta, imprudente ou desleal, ou você pode acabar muito mal...
Assim é a vida. V. não sabe o que está vindo em sentido contrário, com que força ou velocidade. Nos encontros da Vida o mesmo: na trombada v. pode levar a pior...
Barcos de madeira, minha paixão antiga (SRebouças)

Estas cenas de barcos tombados na areia, como que encalhados, sempre me fizeram bem. Não sei bem explicar o porquê, é uma nostalgia, uma tristeza-alegre, que me toma o peito e confrange o coração, algo como se eu fosse um antigo barqueiro, ora afastado das lides do mar...É um sentimento bom, confortador, o mesmo não me acontece com cenas de geleiras e ursos brancos, aquela coisa de inverno, aquela solidão triste. O barco não existiria sem quem o construisse, o manobrasse, gente unida em um esforço comum, cânticos de pescadores, muito vinho, danças ao pé do fogo, as raparigas a saltitar junto à fogueira, um cão a latir...o cheiro de maresia embutido nele todo, o cordame ao pé da âncora, as redes a consertar...É tudo tão lindo.
Bolsa-Birita (SRebouças)
Protetorando... (clique: radiohead sexy boys)(SRebouças)
"Ah! então bota ele numas daquelas CPIs, chama a imprensa, a televisão, a mídia toda, faz o assunto rolar meses, com centenas de depoimentos, toneladas de pastas de documentos, e depois faz o julgamento pelos nossos pares ( e ímpares) e não esquecer de convocar a colega Angela para a comemoração...Afinal todos temos rabo preso mas gostamos dele..."
Palpite infeliz? (SRebouças)
Muito fácil de explicar? (SRebouças)

Empresas americanas desenvolvem alternativas para que o uso das privadas não seja uma atividade tão solitária...
Pobre velho... (SRebouças)
Bancos adoraveis bancos (SRebouças)
para a praia me toca de uma maneira inexplicável.Porquê traduz sem palavras um sentimento: a solidão.
Não importa se há alguém sentado ou deitado no banco ou se não há ninguém: traduz o mesmo sentimento. Para ajudar a combater este meu sentimento, tomei conhecimento de uma atitude genial d'algum iluminado, provavelmente da prefeitura desta Cidade Maravilhosa.
Fizeram e colocaram na Avenida Atlântica, praia de Copacabana, uma estátua em tamanho natural do poeta Carlos Drummond de Andrade.
Louvável, mil vezes excelente idéia!...
Está sentado num cantinho do banco, onde aliás em vida sentava-se sempre, com um livro na mão.
É impressionante a quantidade de pessoas que fotografa parentes e amigos e se deixa fotografar ao lado dele...gente idosa que se senta ao lado dele, outros assumem a atitude de conversar mesmo com o 'amigo'...crianças e adultos acariciam partes da estátua, e... - MINHA SENHORA! - esta parte não!...tanto que a cabeça já está ficando dourada... sem contar com os bêbados, que sentam ao seu lado e conversam aquela conversa arrastada...e o poeta sempre atento, como um padre no confessionário, sem treliça a separa-los...
Foto verdadeira: eu sou de Gêmeos...(SRebouças)
Não adianta a gente dizer: " eu não creio nestas besteiras de horóscopos!..."Pegue seu livrinho e veja a descrição de seu signo. Veja a quantidade de informações sobre V. que conferem...
Como gêmeos, eu sou extremamente instável, com tendência a começar e abandonar vários projetos simultaneamernte, grande inclinação pela arte - tanto fazendo como apreciando - índole generosa, pacífica, perdoando com muita facilidade, esquecendo desfeitas mais fácilmente ainda, variações já esperadas de temperamento, irascivel em certos momentos e chameguento em outros, logo após. Grande facilidade em fazer amigos - mas dentro em pouco eles serão processados e transformados em flores de plástico, que como v. sabe, não precisam ser regadas...este é meu grande defeito...Eu gostaria de viver cercado de amigos, mas tenho uma mania de ser intolerante com as imperfeições dos outros, e esqueço que também eu sou muito imperfeito. Com a idade, cada vez mais frágil e impaciente me torno.
Balbúrdia de crianças, por exemplo, onde estão meu crucifixo e a água benta? Cadê minhas estacas de prata? Minha Bíblia? Será que todo velho fica assim?...Quando eu ficar velho vou inovar: vou abrir uma enorme creche: mas por favor, sem pedofilia, please...
Um Grito Menos Ridículo...(SRebouças)
Esta fotografia para mim, tem mais apelativo que o famoso e badalado "O Grito" de Edvard Munch (corrijam-me se errei o nome....).É uma tempestade de vento em Malmoe, na Suécia. Vejam quanta solidão, quanto desespero, passa este ser humano, afastado de seus semelhantes, arrostando as intempéries... em silêncio! Nada de gritinhos histéricos, só a determinação de seguir em frente, chegar a um destino seguro. Em preto e branco, com a natureza, a artista principal do quadro, também a servir de fundo, como convém.
Relíquia, apenas. (SRebouças)

Este relógio modesto de parede data de 1961, é movido com uma pilha grande apenas, "diz que"
dura 500 dias...Ele é muito simpático, sempre está 10 minutos adiantado ou 5 atrasado...tem uma regulagem tipo parafuso abaixo do pêndulo, mas o bicho anda conforme lhe dá na veneta..
Há anos que tento regula-lo.
Tem um valor apenas estimativo, pois data da época em que eu me formava em Medicina, meu avô me passara um consultório que era alugado de uma destas S.S. Ordens da Penitência não sei do quê, há muito tempo, estivera fechado durante muitos anos e estava coberto de cupins, tanto nas paredes quanto nas divisórias, só não pegou cupim numas cadeiras de metal e encosto e assento de madeira. O consultório, aí somados sala de espera, banheiro e sala de atendimento,
não tinha 12 m²... O carpinteiro que encarreguei da obra - fazer tabique de separação, porta, uma pequena mesa e dois ou tres bancos para a sala de espera, levou mais de um ano para me entregar aquela obra titânica...acho que foi porisso que a consciencia lhe doeu e ele me deu este relógio...Eu olho para ele como a gente olha para os políticos...não acreditando e olhando a hora certa na barra do computador...
TEMPUS FUGIT (SRebouças)

O que é o Tempo? areia que escorre na ampulheta implacável que nos rege a todos, água que se perde entre os dedos de nossa mão infrutíferamente cerrada.
Ninguém sabe o quanto nos resta, seja de areia, seja de água...é tão comum ouvir-se: "vamos ganhar tempo, não podemos perder tempo..."Que ilusão, amigos...
Ah! o Tempo, este desalmado, engrenagem que nos derruba a todos seguindo, inflexível, as ordens de nosso Criador...
Este Tempo que nos desgasta, a uns mais lenta, outros mais rápidamente...a Velhice é sua filha predileta. É através dela que o Tempo se encarrega de preparar o nosso caminho de regresso ao nada de onde viemos...
Ao longo dos séculos o Tempo, representado por relógios das mais variadas formas e estilos, é imutável, lógico, cego, surdo e insensível às nossas lágrimas de alívio iludido ou vã alegria. Afinal, não esqueçamos a velha expressão: "TEMPUS FUGIT"...
14 janeiro 2007
Nero e Eu (SRebouças)
Um quadro abstrato do afamado pintor Sergio Reboucas (hesseherre),que não foi colocado nas galerias do mundo por absoluta inapetência à fama por parte do autor.Um ou dois, talvez três premiozinhos, e estava de bom tamanho...mas aquela invasão da sua privacidade, fotos, entrevistas, a sua cara em publicações especializadas ou não, sem poder sair à rua pra comer um vulgar cachorro quente...carros blindados, aqueles homens da segurança com rádios na mão e pontos nos ouvidos, com aquela cara de mau...
"Não, como dizia D.João VI, comendo seu 7º franguinho escondido de D. Carlota Joaquina... tô fora, ó meu... "
Abraçado ao meu compadre Nero, tocando harpa numa tampa de privada e assistindo Roma arder, só me resta secundar o grande e saudoso Imperador e exclamar: "QUE GRANDE ARTISTA O MUNDO ESTÁ PERDENDO!"
Torre de Belem (SRebouças)
Esta é a famosa Torre de Belem, em Portugal, criada a partir de um navio que deu à costa do Algarve e partiu-se em dois. Uma metade afundou e se perdeu. A outra foi aproveitada por um famoso decorador de exteriores, que teve a feliz ideia de transformar o que sobrou do sossobrado erigindo, na torre de comando uma torre própriamente dita, ficando a proa no lugar dela. Assim, ficou parecendo a todos que estavamos contemplando um navio antigo. A obra de arte estava assim completa. Mas como quem vive de turismo puro passa fome, aqui em Portugal como em outros países, criou-se aqui neste belo espaço uma fábrica de doces e de azeite.Quem não conhece - e já não passou mal, por pura gula - os pasteis de Belem? e o azeite "Torre de Belem", um dos mais aceites (não, minha senhora, é aceites do verbo "ser aceitado") no mundo inteiro... (foto da web)
de Camille Pissarro (SRebouças)
O que mais me chama a atenção neste quadro é a alegria dos diversos tons de verde, tons em geral pastel, e a composição de um trecho de fazenda, com seus diversos planos.Dá vontade de entrar na pintura - impossible de tout - e acompanhar aquela única figura humana em seu provável trabalho: apanhador de castanhas?
Correr por aquele campo, respirar o ar fresco aí existente, encher os olhos com tanta beleza...
Obrigado, Mãe Natureza!
foto/Obvious
Perucas & Cia (SRebouças)

Eu associei esta obra de Arnulf Rainer a um mostruário de perucas, os tons com que possam ser confeccionadas estas peças complementares do vestuário masculino e feminino. Apenas, a minha crítica repousa numa falta de bom senso da parte, nem tanto do ou da carente pilífera, mas sim quanto de quem arma a peruca, ou meia peruca.
Quando você vai a uma ótica, em geral os atendentes procuram, de acordo com seu rosto, armações que não se pareçam com aquela do Jerry Lewis em "O professor aloprado".
As perucas devem vestir as cabeças harmoniosamente, não gritar lá de cima: "sou uma peruca!..."
É verdade que certos clientes não conseguem levar as recomendações técnicas ao pé da letra, no referente aos cuidados com sua peruca. Como penteá-las, por exemplo, e escova-las..Lava-las, principalmente, a tendência é a sudorese do couro cabeludo impregnar a peça...Mas tudo isso é brincadeira de criança, quando lembramos daqueles tempos da fidalguia européia desfilando pelos salões a poder de litros de perfumes, para disfarçar o odor que a falta de banhos acarretava...a peruca aí era o que de menos se contava em "catinguelê".Nunca é demais lembrar que o imenso palácio de Versailles com tantos salões imensos, não contava com um único banheiro...como, minha senhora? ora, faziam nos vasos dos jardins, que abundavam.
13 janeiro 2007
Guarda de honra da Natureza (SRebouças)
A Natureza (ou o bicho homem?) dá-nos às vezes a falsa impressão de que trabalham em conjunto para amainar os estragos que estes inflingem aqui, ali e acolá àquela nossa entidade mais nobre, mais generosa, mais persistente, mais sábia, lutando diuturnamente para manter aquilo que Deus ou o que seja - mas que é um poder muito forte - o mais são possível...A despeito das nossas ignorâncias, de nossos incêndios, de nossos desmatamentos, de tanta poluição, de tantas medidas irresponsáveis, de tantos presidentezinhos de merda e do contra, de tanta omissão, de tanta corrupção, ela - a Natureza - está sempre a dar-nos mais uma chance, e mais outra, e mais outra..."QUOUSQUE TAMDEM, HOMINÍDEA, ABULTERE PATIENTIA NOSTRA?" H.C. Bresson/ obvious
Das delicias da senescência... (SRebouças)
perdi a frescura de minhas feições, a firmeza dos meus traços, a expressão independente e altaneira do meu olhar?Em que espelho do passado eu vi por último a jovialidade, a graça, o sorriso que faziam suspirar aquelas que se aproximavam de mim?
Em que espelho do passado - eu confesso não me recordo mais - vi nos teus olhos o reflexo do encantamento com que me falavas, a sorrir...
Tire este espelho de minha frente, senhora (seu nome já esqueci), é apenas um instrumento de tortura; porquê quanto mais nele eu olho o presente destruido, mais eu evoco, como o último tesouro que me restou, a lembrança indestrutível dos meus vinte anos...Leve este espelho, senhora, deixe-me repousar a cabeça e sonhar em preto e branco tanta coisa que foi colorida, sanguínea, forte, animada e feliz!...
foto/obvious
Tipos & Tripas (SRebouças)
Existe uma linha nada tênue entre a ofensa e a ironia. Idem para a ironia e o sarcasmo. Você pode ser ofensivo, ironizando alguém ou algo, mas também pode estar coberto de razão, e a burrice, a falta de recursos intelectuais da pessoa ou pela coisa da pessoa atingida, repercutir exageradamente. O sarcasmo e a ironia podem ser ofensivos ou incomodativos para certas pessoas, mas são antes de mais nada atributos de inteligência. O tapado, o opaco, o limitado são incapazes de fazer uma ironia, um sarcasmo, eles simplesmente são nulos neste capítulo.
Mas a minha principal preocupação mora ao lado, naquele ou naquela personagem, armados de donos do jogo, a fazerem-se vestais da moralidade pública - aá já não dá mesmo pra aguentar.
Aqueles que todos poderosos se arvoram em bedel de escolinha de adultos (onde a maioria seria de excepcionais, visto que só sabem emitir um LOLOLOLOL e enviar beijinhos) e querem estabelecer regras de condutas no 'MEU' blog, modos de se referir a certas coisas no 'MEU' blog, etc.
Eu aqui neste pobre e despretencioso blog não me reprimo a nada nem a ninguém. Não tenho crises de consciência, não brigo comigo mesmo, meu instinto é melhor utilizado do que dando chicotadas no meu próprio lombo com um incenso de sândalo ao fundo, tão ao gosto dos indianos e daqueles outros que, sentindo 'frio en el alma' se cobrem com um mantra bem grande.
Minhas perplexidades de vida e de porquês não inclui certamente o sargentismo de falso puritano desarvorado nesta vida até complexa que vivemos. Afinal, há coisas que não se recuperam, "a pedra arremessada, a palavra dada, a ofensa cometida "...e o resto perguntem ao dr. Alzheimer...
"Diariamente tenho longas conversas comigo mesmo, e sou tão inteligente que, às vezes, não entendo uma palavra do que estou dizendo."
Oscar Wilde
12 janeiro 2007
Caçadoras antigas e atuais...(SRebouças)
Esta senhora eternizada em cimento e recoberta por várias camadas de tinta - não confundir com maquiage, é a Diana, a Caçadora, uma deusa a quem vocês nunca foram apresentados... fica no jardim, na companhia distante e respeitosa de um arqueiro e seu indefectível cachorro, um viralatas como convém. Como, minha senhora?a deusa está, digamos, um tanto exposta?...sim, mas pense na sua época - não, da senhora não, DELA.
Foi com certeza inspiradas nela que as atuais caçadoras (do bicho homem) mostram as suas, digamos, protuberâncias, mais rodadas que pneu de taxi urbano, em locais próprios e impróprios de nosssas metrópoles...
08 janeiro 2007
Doida? Aos dias de hoje, normal....(SRebouças)
Incitação sem rabo (SRebouças)

Tiveram a coragem de me incitar a comprar uma camera - web cam - para poder conversar com os amigos internautas. Comprei, pombas. Não custa nenhuma exorbitância, menos de 80 reais. Mas não parei para pensar que poucos têm web cam. E quem tem, na sua maioria, não sabe usar. Principalmente os mais idosos, os que teóricamente teriam mais tesouros culturais a ministrar-nos naquelas sessões...os jovens são safos, frequentam as lan- houses como a casa da çogra, e quase todo santo dia....mas as conversas...estas são mais vazias que pastel de botequim.
Tão ínfimos ante as cores do Universo...(SRebouças)

Particularmente vidrado em uma ou outra cor eu não sou. Acho que elas têm seu lugar mais apropriado a cada paisagem determinada. Mas não sei porquê, de todas a que menos gosto é o branco. Paisagens de gelo, neve, geleiras, reportagens com o heróico Amir Klink, ursos e focas num infinito de brancura parecendo anúncio de lavadora e sabão...eu passo adiante.
Gosto das cores quando se superpõem, se combinam, gosto dos tons pastéis (de carne e camarão, principalmente, e...desculpem, isto foi a gula que escreveu, falávamos de cores, não de sabores...na verdade abomino as cores exageradas, berrantes, aqueles filmes alinhavados de explosões, sangue para todo lado, uma loucura atrás da outra...Tenho culpa de preferir a Pastoral de Beethoven a uma música crazy destas que a moçada curte intensamente? Mas eu sou um velho e eles todos, se Deus quiser, hão de chegar lá...e vão então descobrir tanta coisa linda na chamada música erudita...Inshallá!
Retrato ( texto de Cecília Meirelles)
Eu hoje estou muito não eu...(tirado da web...)
Olhe para dentro de você: Não sorria por conveniência... Não acenda luzes por hábito... Não coma apenas pela fome... Não trabalhe só pelo dinheiro... Não fique ao lado de alguém por solidão... Não tenha medo de amar(com medo só se vive metade)...Não decore a Bíblia para se sentir salvo... Não adie seus planos e atos (mude a estratégia)... Não ajude esperando gratidão e reconhecimentos... Não esconda o que sente... Não sofra antecipado... Não reclame da vida... Não creia só para ter verdades inexplicáveis... Não tente ser perfeito, nem exija perfeição... Não busque fatos externospara justificar sua falta de coragem... Não se sinta o máximo na Terra(antes, olhe as fotos dela no espaço)... Não critique alguém pelos seus conceitos pessoais... Não procure culpados,encontre soluções... Não tente salvar a humanidade,você é só mais um nadando junto... Não use notícias da vida dos outrospara preencher o seu ócio social... Aprenda quando dizer sim,aprenda quando dizer não... Sua liberdade é interna... Ser livre é optar até pelo que não se quer, mas sempre saber porque o faz... Então esqueça os símbolos e as muletas... O tempo não existe,é mais uma regra das convenções humanas... Você não precisa de uma datapara fazer coisas boas ou ser feliz - simplesmente viva e deixe viver. Eu desejo que você seja muito feliz quando optar por ser !
O texto é de um escritor chamado Jorge Luis Borges
Certos porquês (SRebouças)
Porquê certas coisas têm um periodo tão curto de vida, são tão efêmeras, ao passo que tantas outras, que nem sequer encerram nelas beleza ou contemplação, duram tanto tempo. Os pássaros, as borboletas e incluo aí as flores, certamente alguns amores, os sorrisos de certas cores (amarelos não valem)...?Porquê, sabem, às vezes a gente filosofa, fica nostálgico, mesmo sem estar amando...Eu me prendi aqui a esta flor, pela sua delicadeza, simplicidade, harmonia de cores quase monocromática. Obra de Deus descartável. Como todos nós.
A alma e o riso cabem em qualquer espaço(SRebouças)
Uma das diversões prediletas minhas é, de dentro do meu carro, no sinal vermelho de um lugar movimentado, ficar a contemplar os diferentes tipos de pessoas que passam à minha frente, numa azáfama uns, calmamente outros, de todos os tamanhos, de todos os formatos (graças aos defeitos e aleijões que a Vida lhes conferiu), gente de grande estatura outras quase anãs, gente carregando sua muleta, ou em cadeiras de rodas motorizadas ou não, gente aparentemente forte, contrastando com gente magérrima, às vezes fiapos de gente, carregando seus embrulhinhos, suas sacolas, gente que se veste com grande bom gosto, outros pobremente trajados, em alguns v. identifica logo um ar pelintra, bigodinho atrevido e fino, o modo de se vestir, carecas vaselinadas e alopécias de todos os graus, varizes, pernas femininas com mais cabelos que muitos marmanjos, e gordos e gordas para todos os gostos e ironias que se queiram exercitar. A maioria das pessoas carrega e usa os celulares como se fossem o 11º dedo da mão, indispensável. Uns poucos usam chapéus tradicionais e pela bíblia na mão v. já os identifica. A rapaziada usa bonés, de preferência com as palas para traz. E não esquecer aquele pequeno molho de cabelos debaixo do queixo... Brincos? tatuagens? piercings? já deixaram de ser apanágio das moças e senhoras, agora é universal.Recebi há pouco pela web uma piadinha ótima que lhes vou repassar.
Um funcionário viu seu superior no escritório, um cara severo, sempre circunspecto, sempre com cara de poucos amigos, ostentando um brinquinho. Não conseguiu mais se conter e indagou daquela mudança surpreendente...
Resposta: "Este brinco? minha mulher achou no nosso carro e eu disse, claro, que era meu..."
Constatando...v. constata? (SRebouças)
Eu preciso remover este eterno ar aborrecido da minha cara. Que me faz parecer pior do que sou na verdade. Eu não estou sempre com raiva do mundo e das pessoas - exceto umas poucas, na minha vida extensa, que me tiraram do sério, porquê elas mesmas não se tiveram ou têm a sério, tão preocupadas estiveram ou estão sempre a enganar-se e às outras pessoas, sem sucesso...Pois a verdade é lenta, mora no fundo de um poço, mas acaba saindo e se mostrando. Quem vê cara não vê coração, diz o ditado...mas é sempre bom consultar um cardiologista, a ver se a válvula está em ponto de explodir. E não falo da minha, está sob contrôle total.1. Apaixonar-se.2. Rir tanto até que as faces doam.3. Um chuveiro quente.4. Um supermercado sem filas.5. Um olhar especial.6. Receber correio.7. Conduzir numa estrada linda.8. Ouvir a nossa música preferida no rádio.9. Ficar na cama a ouvir a chuva cair lá fora.10. Toalhas quentes acabadas de passar11. Encontrar a camisola que se quer em saldo a metade do preço.12. Batido de chocolate(ou baunilha ou morango).13. Uma chamada de longa distância.14. Um banho de espuma.15. Rir baixinho.16. Uma boa conversa.17. A praia.18. Encontrar uma nota de 20 euros no casaco pendurado desde o último inverno.19. Rir-se de si mesmo.20. Chamadas à meia noite que duram horas.21. Correr entre os jactos de água de um aspersor.22. Rir por nenhuma razão especial.23. Alguem que te diz que és o máximo.24. Rir de uma anedota que vem à memória.25. Amigos.26. Ouvir acidentalmente alguém dizer bem de nós.27. Acordar e verificar que ainda há algumas horas para continuar a dormir.28. O primeiro beijo (ou mesmo o primeiro com novo/a parceiro/a).29. Fazer novos amigos ou passar o tempo com os velhos.30. Brincar com um cachorrinho.31. Haver alguém a mexer-te carinhosamente no cabelo.32. Belos sonhos.33. Chocolate quente.34. Fazer-se à estrada com amigos.35. Balancear-se num balancé.36. Embrulhar presentes sob a árvore de Natal comendo chocolates e bebendo a bebida favorita.37. Letras de canções na capa do CD para podermos cantá-las sem nos sentirmos estúpidos.38. Ir a um bom concerto.39. Trocar um olhar com um belo/a desconhecido/a.40. Ganhar um jogo renhido.41. Fazer bolachas de chocolate.42. Receber de amigos biscoitos feitos
43. Passar tempo com amigos íntimos.44. Ver o sorriso e ouvir as gargalhadas dos amigos.45. Andar de mão dada com quem gostamos.46. Encontrar por acaso um velho amigo e ver que algumas coisas (boas ou más) nunca mudam.47. Patinar sem cair.48.Observar o contentamento de alguém que está a abrir um presente que lhe ofereceste.49. Ver o nascer do sol.50. Levantar-se da cama todas as manhãs e agradecer outro belo dia.
51. Mais aquelas e muitas são as que agora consigo enumerar.
" Amigos são anjos que nos levantam pelos pés quando as nossas asas não se conseguem lembrar de como se voa. "





